Depois de um combate sem tréguas, que se tem vindo a desenvolver a favor do Vale e da Linha férrea do Tua com vicissitudes, é verdade, mas nunca sem deixar o braço a torcer, aparentando muitas vezes com a luta contra os moinhos de vento da história de D. Quixote, apareceu á luz do dia um relatório, que o Governo de Passos e Portas tentaram a todo o custo esconder…lendo percebe-se bem os porquês…é fartar vilanagem!
O Blogue Aventar teve acesso ao Relatório do ICOMOS / UNESCO sobre a Barragem do Tua e os seus efeitos na classificação do Douro como Património Mundial, a quem nós agradecemos a sua divulgação.
Lendo este relatório observa-se quanto ele é arrasador, a autora afirma categoricamente que «a área de intervenção da Barragem afecta totalmente a Região do Douro Património Mundial»; ou que «a construção da Barragem significaria um impacto muito grande na Região do Alto Douro Património Mundial que implicaria a perda do VEU (Valor Excepcional Universal) e sérias ameaças à sua autenticidade e integridade»; ou ainda que «Medidas compensatórias, mesmo que tenham de ser revistas à luz do Plano de Gestão, não são o ponto mais importante, mas sim se a Barragem de Foz Tua deve ser construída de todo».
O Relatório da Missão Consultiva do ICOMOS / UNESCO para o Alto Douro Vinhateiro e impactos da construção da Barragem de Foz Tua, foi traduzido para português e como os responsáveis pelo blogue Aventar dizem estão á espera de contributos para tradução mais completa.

"A chamada “avaliação ambiental estratégica” do PNBEPH teve pouco de ambiental e nada de estratégico, limitando-se a seleccionar 10 de 25 barragens numa lógica de “mal menor”, e deixando de lado elementos de decisão fundamentais ao nível dos impactes cumulativos.
ResponderEliminarDemonstra-se que o programa causa impactes negativos desproporcionados face aos benefícios, e que haveria várias formas alternativas, mais baratas e com menores danos sociais e ambientais, de cumprir os objectivos anunciados. Questiona-se ainda o modelo de concessão, que serve certamente os interesses das concessionárias e de alguns sectores particulares, mas não parece servir os interesses do País, do Estado ou dos consumidores-contribuintes." Joanaz de Melo in http://www.apai.org.pt/m1/12901609272010cnaipnbephjjmacr.pdf