Um interessante texto (quando se fala numa auditoria cidadã por cá…) retirado com gentileza, do Blogue Foicebook, em se fala do trajecto da Islândia, depois do seu povo ter recusado liminarmente pagar uma divida que foi contraída por si e nem foi contraída em seu benefício.
«Vejamos alguns dados: o PIB em 2011 – A Islândia vai crescer 2,9%. A Irlanda apenas 1,2% e em 2012, as previsões da OCDE são de 2,4% para a Islândia e de apenas 1% para a Irlanda.
O desemprego é de 7% na Islândia (2011) e de 14,1% na Irlanda.
Em 2012 a OCDE prevê uma taxa de desemprego de 6,1% para a Islândia e, pasme-se de 14,1% para a Irlanda (que sucesso!!!).
O défice do Orçamento será de 5,4% para a Islândia em 2011 e de 10,3% para a Irlanda. Em 2012 a previsão da OCDE é de 3,3% para a Islândia e de 8,7% para a Irlanda.
A evolução do consumo em relação ao ano anterior será em 2011, para a Islândia de mais 3% e de menos 2,5% para a Irlanda (continua o sucesso!)
Em 2012, será de mais 3,1% para a Islândia e de 0,5% para a Irlanda (OCDE).
Quanto ao investimento ele será de +7% para a Islândia e de menos 6,3% para a Irlanda em 2011, e será (OCDE) de mais 14,2% para a Islândia e de menos2,7% para a Irlanda em 2012.
O chamado caso de sucesso da Irlanda é, como se vê ,um artifício propagandístico.
Mesmo o crescimento de 1,2% para 2011 e de 1,0% para 2012 – quase estagnação – verifica-se depois do PIB islandês ter caído -7% em 2009 e menos 0,4% em 2010!
Acresce que muito do crescimento na Irlanda se deve à instalação de multinacionais americanas e outras que aproveitam impostos e mão-de-obra mais baixa do que a inglesa por exemplo, para aí se instalarem e colocarem os seus produtos na União Europeia. O que quer dizer que a diferença entre o PIB e o PNB, isto é, a riqueza que é criada na Irlanda e que aí fica é bem menor do que a de muitos outros países.
Depois como se vê, o desemprego vai atingir taxas inaceitáveis e o investimento apresenta também quebras muito significativas.
A falar-se de «caso de sucesso» servindo-nos dos mesmos critérios dos utilizados pelos propagandistas para a Irlanda, teríamos sim, de falar da Islândia.
Mas da Islândia não se fala. É um mau exemplo!
Recusou pagar os juros agiotas... e meteu os seus banqueiros na prisão.!
E depois dos bem pensantes terem dito que com a recusa do pagamento dos juros a Islândia entraria no caos e seria banida dos mercados, como é que agora iam explicar tudo isto?
Silêncio, meus senhores.»
E nós, povo trabalhador português, devemos também gritar bem alto: não pagamos esta dívida odiosa!

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