É já no próximo dia 2 de Fevereiro que os trabalhadores dos transportes públicos e comunicações estarão em greve, contra os roubos nos salários e nos subsídios, contra as privatizações, contra os despedimentos. Ao mesmo tempo o Governo prepara-se para reduzir a oferta de transportes, prejudicando dramaticamente a mobilidade dos utentes e ao mesmo tempo aumenta as tarifas, já de si altas, obscenas.
Hoje mesmo, logo pela manhã, o SINDEM (Sindicato da Manutenção do Metropolitano de Lisboa), distribuiu um comunicado aos utentes deste importante transporte da cidade, denunciando os aumentos dos preços, e a redução dos salários dos trabalhadores no Metro. Este comunicado apela á unidade entre os utentes e os trabalhadores, porquanto as políticas reaccionárias deste Governo “visam fazer recair sobre eles os custos das erradas opções ao longo dos anos e os custos com as privatizações que se anunciam.” O combate é o mesmo, os objectivos são os mesmos, o derrube deste governo terrorista.
“A greve de 2 de Fevereiro de 24 horas, decidida pelos trabalhadores dos serviços de transportes e comunicações é uma luta justa que visa também a defesa dos interesses do povo trabalhador utente desses serviços.
Sabemos que a greve pode causar alguns incómodos e até alguns prejuízos aos utentes, como aliás também causa a nós trabalhadores em greve, mas confiamos na vossa paciência e no vosso apoio a uma luta justa, que é também a vossa luta.
Somos o país da Europa em que é mais elevada a parte paga pelos utentes no preço dos bilhetes de transporte, mas o governo quer ainda aumentar esse preço, para criar apetitosas condições de entrega das empresas públicas de transporte ao sector privado e permitir um maior aumento dos lucros à s empresas que já são privadas e às que ainda pretende privatizar.
Procura o governo justificar estes aumentos com a situação calamitosa a que chegaram as empresas públicas de transportes e comunicações, situação que se deve unicamente à má gestão dessas empresas e ao endividamento a que os sucessivos governos as obrigaram.
A manutenção de um preço social nos bilhetes, de que os governos nunca indemnizaram as empresas, e os juros cada vez mais volumosos dos empréstimos bancários para pagamento das dívidas, liquidaram financeiramente as empresas.
E note-se que os preços nunca deixaram de aumentar nestes anos todos, alcançando, em média, o triplo da taxa de inflação. Só entre 2004 e 2011, o bilhete de Metro de 1 zona passou de 0,65 € para 1,05 €, um aumento de 61%, e o L1 passou de 31,00 € para 46,40 €, um aumento de 49%. Enquanto a taxa de inflação foi de 17%.
Como já sucedeu com algumas carreiras da Carris – e até provocou manifestações populares, como em Algés com a carreira 76 – o governo, do mesmo passo que sobe os preços dos bilhetes, está a dar orientações para a redução de serviços e carreiras, o que também já aconteceu no passado dia 11 de Dezembro, na rede da CP na Região de Lisboa.
O governo tem o mesmo objectivo de redução de serviços e carreiras no transporte fluvial, na Carris e no Metro de Lisboa e nos STCP do Porto.
A luta dos utentes e trabalhadores já obrigou a recuos do governo quanto às intenções anunciadas!
E convém não esquecer quão falso é o pretexto para o aumento dos preços dos serviços de transporte nas empresas públicas, pois a verdade é que tal subida de preços também acontece nas empresas privadas, algumas das quais, como prenda de Natal, se apressaram a anunciar aumentos já para Janeiro.
O aumento dos preços e a redução de serviços e carreiras são roubos aos utentes. A nossa luta é também a vossa luta!
Indigne-se e lute por transportes públicos cómodos e eficientes ao serviço das populações e com preços sociais!
A par do roubo aos utentes, o governo tem vindo a roubar os trabalhadores. Apesar dos aumentos dos transportes superiores à inflação, os salários têm crescido abaixo dessa mesma inflação e desde 2010 estão congelados ou a serem reduzidos,
Reduzir as remunerações do trabalho entre 30 a 40% é outro objectivo do governo que assim pretende aumentar as receitas das empresas à custa de utentes e trabalhadores, sem resolver o problema de fundo das empresas públicas, onde, de um modo geral, os administradores falam de melhoria dos resultados operacionais, mas onde os prejuízos crescem por causa do aumento dos juros.
Não são os salários a causa dos prejuízos das empresas. São os elevados juros que as mesmas têm de pagar e que são superiores às despesas com pessoal (salários, impostos, segurança social, e indemnizações de redução de postos de trabalho).
No Metro de Lisboa, Refer, Metro do Porto, CP, Carris e Transtejo, o total com despesas de pessoal num ano ronda os 426,5 milhões de euros, mas os juros pagos por ano são cerca de 553 milhões de euros. Se estas empresas não pagassem salários durante um ano, não seria suficiente para inverterem os resultados.
Redução de salários, aumento dos horários de trabalho, redução do serviço público, redução de apoios sociais do Estado, aumento dos preços na saúde e na educação são ataques a todos os trabalhadores de todos os sectores, pelo que todos temos razões para protestar e lutar.
Trabalhadores dos transportes e utentes são vítimas das mesmas politicas que visam fazer recair sobre eles os custos das erradas opções ao longo dos anos e os custos com as privatizações que se anunciam.
Lutar é a única coisa que nos resta!”
20 de Janeiro de 2012 A DIRECÇÃO
Hoje mesmo, logo pela manhã, o SINDEM (Sindicato da Manutenção do Metropolitano de Lisboa), distribuiu um comunicado aos utentes deste importante transporte da cidade, denunciando os aumentos dos preços, e a redução dos salários dos trabalhadores no Metro. Este comunicado apela á unidade entre os utentes e os trabalhadores, porquanto as políticas reaccionárias deste Governo “visam fazer recair sobre eles os custos das erradas opções ao longo dos anos e os custos com as privatizações que se anunciam.” O combate é o mesmo, os objectivos são os mesmos, o derrube deste governo terrorista.
AO POVO PORTUGUÊS
AOS UTENTES DOS TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES
AOS UTENTES DOS TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES
“A greve de 2 de Fevereiro de 24 horas, decidida pelos trabalhadores dos serviços de transportes e comunicações é uma luta justa que visa também a defesa dos interesses do povo trabalhador utente desses serviços.
Sabemos que a greve pode causar alguns incómodos e até alguns prejuízos aos utentes, como aliás também causa a nós trabalhadores em greve, mas confiamos na vossa paciência e no vosso apoio a uma luta justa, que é também a vossa luta.
O AUMENTO DOS PREÇOS É ROUBO AOS UTENTES
Somos o país da Europa em que é mais elevada a parte paga pelos utentes no preço dos bilhetes de transporte, mas o governo quer ainda aumentar esse preço, para criar apetitosas condições de entrega das empresas públicas de transporte ao sector privado e permitir um maior aumento dos lucros à s empresas que já são privadas e às que ainda pretende privatizar.
Procura o governo justificar estes aumentos com a situação calamitosa a que chegaram as empresas públicas de transportes e comunicações, situação que se deve unicamente à má gestão dessas empresas e ao endividamento a que os sucessivos governos as obrigaram.
A manutenção de um preço social nos bilhetes, de que os governos nunca indemnizaram as empresas, e os juros cada vez mais volumosos dos empréstimos bancários para pagamento das dívidas, liquidaram financeiramente as empresas.
E note-se que os preços nunca deixaram de aumentar nestes anos todos, alcançando, em média, o triplo da taxa de inflação. Só entre 2004 e 2011, o bilhete de Metro de 1 zona passou de 0,65 € para 1,05 €, um aumento de 61%, e o L1 passou de 31,00 € para 46,40 €, um aumento de 49%. Enquanto a taxa de inflação foi de 17%.
Como já sucedeu com algumas carreiras da Carris – e até provocou manifestações populares, como em Algés com a carreira 76 – o governo, do mesmo passo que sobe os preços dos bilhetes, está a dar orientações para a redução de serviços e carreiras, o que também já aconteceu no passado dia 11 de Dezembro, na rede da CP na Região de Lisboa.
O governo tem o mesmo objectivo de redução de serviços e carreiras no transporte fluvial, na Carris e no Metro de Lisboa e nos STCP do Porto.
A luta dos utentes e trabalhadores já obrigou a recuos do governo quanto às intenções anunciadas!
E convém não esquecer quão falso é o pretexto para o aumento dos preços dos serviços de transporte nas empresas públicas, pois a verdade é que tal subida de preços também acontece nas empresas privadas, algumas das quais, como prenda de Natal, se apressaram a anunciar aumentos já para Janeiro.
O aumento dos preços e a redução de serviços e carreiras são roubos aos utentes. A nossa luta é também a vossa luta!
Indigne-se e lute por transportes públicos cómodos e eficientes ao serviço das populações e com preços sociais!
A par do roubo aos utentes, o governo tem vindo a roubar os trabalhadores. Apesar dos aumentos dos transportes superiores à inflação, os salários têm crescido abaixo dessa mesma inflação e desde 2010 estão congelados ou a serem reduzidos,
Reduzir as remunerações do trabalho entre 30 a 40% é outro objectivo do governo que assim pretende aumentar as receitas das empresas à custa de utentes e trabalhadores, sem resolver o problema de fundo das empresas públicas, onde, de um modo geral, os administradores falam de melhoria dos resultados operacionais, mas onde os prejuízos crescem por causa do aumento dos juros.
Não são os salários a causa dos prejuízos das empresas. São os elevados juros que as mesmas têm de pagar e que são superiores às despesas com pessoal (salários, impostos, segurança social, e indemnizações de redução de postos de trabalho).
No Metro de Lisboa, Refer, Metro do Porto, CP, Carris e Transtejo, o total com despesas de pessoal num ano ronda os 426,5 milhões de euros, mas os juros pagos por ano são cerca de 553 milhões de euros. Se estas empresas não pagassem salários durante um ano, não seria suficiente para inverterem os resultados.
Redução de salários, aumento dos horários de trabalho, redução do serviço público, redução de apoios sociais do Estado, aumento dos preços na saúde e na educação são ataques a todos os trabalhadores de todos os sectores, pelo que todos temos razões para protestar e lutar.
Trabalhadores dos transportes e utentes são vítimas das mesmas politicas que visam fazer recair sobre eles os custos das erradas opções ao longo dos anos e os custos com as privatizações que se anunciam.
Lutar é a única coisa que nos resta!”
20 de Janeiro de 2012 A DIRECÇÃO

0 comentários:
Enviar um comentário