“Não haverá movimento revolucionário, sem ideologia revolucionária” - Lenine

“Sem ideologia revolucionária, não há movimento revolucionário” - Lenine

Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012

Caiu a máscara: A Luta contra o TRABALHO FORÇADO continua!


À excepção da CGTP que, uma vez mais esteve bem, quando o seu Secretário-Geral, Carvalho da Silva, abandonou a “concertação social”, consumou-se esta noite e madrugada um dos mais vis e miseráveis ataques do patronato e do seu governo à classe operária e aos trabalhadores portugueses nos últimos tempos.

O acordo de traição que a UGT subscreveu, cuja atitude hesitante e conciliatória vínhamos denunciando, e que será assinado amanhã, já não contemplará a proposta da meia hora de TRABALHO FORÇADO que o governo PSD/CDS, serventuário da tróica germano-imperialista, queria impor, mas contempla outras medidas tão ou mais gravosas que aquela.

Desde logo, a criação de uma “bolsa individual” de 150 horas que será arbitrariamente gerida pelo patronato. Tal como já havíamos denunciado, esta medida permite um autêntico “lay off” ao horário laboral, permitindo que o patronato obrigue os trabalhadores a realizar menos horas num dia, que poderão “compensar”, depois, noutro dia que melhor aprouver ao patronato, sejam elas prestadas num horário fora dos turnos habituais, seja a um sábado, domingo ou dia feriado, não sendo pagas como “horas extraordinárias”!

Outra das medidas “acertadas” pela tróica UGT-governo-patronato é a do roubo de três dias de férias, passando dos 25 dias úteis anuais, para os vinte e dois. Ou seja, três dias de TRABALHO FORÇADO, não pago, escravo!

Tais medidas terroristas, combinadas com a legislação facilitadora e embaretecedora dos despedimentos e a redução do valor – e dos períodos a partir dos quais começa a contar o “trabalho extraordinário” - das horas extraordinárias, não só são mais gravosas do que a meia hora que o governo tentava impor, mas que os trabalhadores, através das suas lutas, rechaçaram, como continuam a configurar TRABALHO FORÇADO, já que os trabalhadores são obrigados a realizar trabalho para o qual não se voluntariaram e para o qual não são pagos.

Os trabalhadores só têm uma saída: lutar de forma enérgica contra este miserável acordo. Devem convocar plenários, imediatamente, em todas as fábricas e locais de trabalho, onde devem discutir as medidas e as acções de luta a desenvolver contra as medidas que o patronato e o governo, com o beneplácito da UGT, lhes quer impor. Devem demonstrar o seu repúdio fazendo chegar aos seus sindicatos – sobretudo os que estão filiados na UGT – as moções aprovadas nesses plenários e a exigência de que as suas organizações de classe tomem as medidas e acções para preparar as lutas que se têm de travar contra a sua aplicação, convocando, mobilizando e dirigindo todas as GREVES GERAIS NACIONAIS que sejam necessárias até que este acordo, e a lei que lhe dará suporte, seja revogado.

MORTE AO TRABALHO ESCRAVO!

O POVO VENCERÁ!

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