Beneficiando de uma oposição incipiente, pouco combativa e nada firme por parte do movimento sindical, manietada e manipulada pela “concertação social”, a burguesia, através dos sucessivos governos PS e PSD, por vezes acolitados pelo CDS, foi promovendo ao longo das últimas décadas a precarização do trabalho e o desemprego.
O objectivo está hoje mais claro para quem trabalha ou procura trabalhar. Diminuir os “custos de contexto” que os salários, segundo o patronato, representam, tornando Portugal, em nome da “competitividade”, no almejado “paraíso malaio” da Europa, com mão-de-obra não qualificada e trabalho intensivo e baratinho!
E, a cereja no topo do bolo desta tão desejada “reforma estrutural” foi o “acordo histórico” recentemente parido por mais uma “concertação social” onde os patrões e o seu governo conseguiram, graças à traição da UGT, fazer aprovar um amplo pacote de medidas terroristas contra os trabalhadores, de que se destacam a facilitação e embaretecimento dos despedimentos, a diminuição temporal e quantitativa do direito ao subsídio de desemprego, o corte de dias de férias e a eliminação de feriados, entre outras, todas elas configurando TRABALHO FORÇADO, não pago, escravo e pretendendo diminuir os salários dos trabalhadores.
Não estando a encontrar pela frente a resistência que se exige, avança agora a burguesia e o seu governo com a ideia de criar mais uma “reforma” que visa diminuir, mais ainda, o valor do trabalho, a contrapartida de pagamento da única mercadoria que os trabalhadores têm para vender: a sua força de trabalho.
Em reunião “à porta fechada”, como convém quando se deseja aplicar medidas contra os interesses de quem trabalha e do povo, o governo PSD/CDS, a tróica germano-imperialista de que é serventuário e os “parceiros” da “concertação social” reuniram-se a fim de realizar uma “conferência” onde o tema principal em discussão foi o famigerado “contrato único”, destinado, segundo os promotores desta iniciativa, a eliminar o “fosso” na “protecção” e no salário entre trabalhadores permanentes e trabalhadores a prazo, precários ou a “falsos recibos verdes”.
Pretende, assim, a burguesia, matar dois coelhos de uma só cajadada! Por um lado, depois de ter aplicado medidas que visam a diminuição dos salários, pretende agora utilizar a justa expectativa dos trabalhadores precarizados em obterem maior “segurança” no emprego e acesso a “benefícios sociais” que até agora lhe estão vedados, como é o caso do “subsídio de desemprego”, como arma de pressão sobre os outros trabalhadores, levando estes a aceitar salários ainda mais baixos. É preciso ter em conta que os trabalhadores precários já representam cerca de 30% da força de trabalho existente em Portugal.
Por outro lado, pretende a burguesia liquidar de vez a CONTRATAÇÃO COLECTIVA, afastando de uma vez por todas o “incómodo” que constituem para o patronato, e a sua sede de maior acumulação de riqueza, os sindicatos.
As intenções deste governo de traição PSD/CDS e da tróica germano-imperialista que serve são, pois, claras! Ao propor, “generosamente”, acabar com o trabalho precário, os “falsos recibos verdes”, alinham “por baixo” o valor do trabalho e tentam, assim, arrastar todos os trabalhadores para salários ainda mais baixos do que aqueles que auferem.
Os trabalhadores não podem aceitar estas medidas terroristas e devem ousar lutar contra elas. Devem promover plenários nas suas empresas, a exemplo do que fizeram os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa no passado dia 25 de Janeiro, e aprovar moções a exigir que as Centrais Sindicais – CGTP e UGT – convoquem uma GREVE GERAL NACIONAL para o dia em que o governo apresentar à discussão e votação no parlamento tais medidas.
O objectivo está hoje mais claro para quem trabalha ou procura trabalhar. Diminuir os “custos de contexto” que os salários, segundo o patronato, representam, tornando Portugal, em nome da “competitividade”, no almejado “paraíso malaio” da Europa, com mão-de-obra não qualificada e trabalho intensivo e baratinho!
E, a cereja no topo do bolo desta tão desejada “reforma estrutural” foi o “acordo histórico” recentemente parido por mais uma “concertação social” onde os patrões e o seu governo conseguiram, graças à traição da UGT, fazer aprovar um amplo pacote de medidas terroristas contra os trabalhadores, de que se destacam a facilitação e embaretecimento dos despedimentos, a diminuição temporal e quantitativa do direito ao subsídio de desemprego, o corte de dias de férias e a eliminação de feriados, entre outras, todas elas configurando TRABALHO FORÇADO, não pago, escravo e pretendendo diminuir os salários dos trabalhadores.
Não estando a encontrar pela frente a resistência que se exige, avança agora a burguesia e o seu governo com a ideia de criar mais uma “reforma” que visa diminuir, mais ainda, o valor do trabalho, a contrapartida de pagamento da única mercadoria que os trabalhadores têm para vender: a sua força de trabalho.
Em reunião “à porta fechada”, como convém quando se deseja aplicar medidas contra os interesses de quem trabalha e do povo, o governo PSD/CDS, a tróica germano-imperialista de que é serventuário e os “parceiros” da “concertação social” reuniram-se a fim de realizar uma “conferência” onde o tema principal em discussão foi o famigerado “contrato único”, destinado, segundo os promotores desta iniciativa, a eliminar o “fosso” na “protecção” e no salário entre trabalhadores permanentes e trabalhadores a prazo, precários ou a “falsos recibos verdes”.
Pretende, assim, a burguesia, matar dois coelhos de uma só cajadada! Por um lado, depois de ter aplicado medidas que visam a diminuição dos salários, pretende agora utilizar a justa expectativa dos trabalhadores precarizados em obterem maior “segurança” no emprego e acesso a “benefícios sociais” que até agora lhe estão vedados, como é o caso do “subsídio de desemprego”, como arma de pressão sobre os outros trabalhadores, levando estes a aceitar salários ainda mais baixos. É preciso ter em conta que os trabalhadores precários já representam cerca de 30% da força de trabalho existente em Portugal.
Por outro lado, pretende a burguesia liquidar de vez a CONTRATAÇÃO COLECTIVA, afastando de uma vez por todas o “incómodo” que constituem para o patronato, e a sua sede de maior acumulação de riqueza, os sindicatos.As intenções deste governo de traição PSD/CDS e da tróica germano-imperialista que serve são, pois, claras! Ao propor, “generosamente”, acabar com o trabalho precário, os “falsos recibos verdes”, alinham “por baixo” o valor do trabalho e tentam, assim, arrastar todos os trabalhadores para salários ainda mais baixos do que aqueles que auferem.
Os trabalhadores não podem aceitar estas medidas terroristas e devem ousar lutar contra elas. Devem promover plenários nas suas empresas, a exemplo do que fizeram os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa no passado dia 25 de Janeiro, e aprovar moções a exigir que as Centrais Sindicais – CGTP e UGT – convoquem uma GREVE GERAL NACIONAL para o dia em que o governo apresentar à discussão e votação no parlamento tais medidas.

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