“Não haverá movimento revolucionário, sem ideologia revolucionária” - Lenine

“Sem ideologia revolucionária, não há movimento revolucionário” - Lenine

Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012

Crónicas de uma Dívida Impagável!


Nada que não tenhamos vindo, sistematicamente, a denunciar! Esta dívida, cujo pagamento o governo PSD/CDS, com o beneplácito do PS, está a impor, a mando da tróica germano-imperialista, aos trabalhadores e ao povo português é IMPAGÁVEL!

Se os trabalhadores e o povo português aceitarem que lhe seja colocada ao pescoço esta canga, todos os dias este governo de traição virá afirmar que, afinal, as medidas terroristas e fascistas que está a aplicar sobre o povo não chegaram para fazer face à crise e ao pagamento de uma dívida que não foi provocada, nem contraída, porque quem trabalha.

Em nota agora divulgada e distribuída pelo próprio Ministro das Finanças ao Conselho de Ministros “informal” de 18 de Dezembro do ano que findou, Vítor Gaspar anuncia que “as estimativas indicam a necessidade de medidas adicionais no valor de cerca de 0,3% do PIB”, avisando, desde já, que esta é “matéria em evolução, não dados fechados”, pelo que, quaisquer medidas terroristas e fascistas mais que venham a fazer incidir sobre os trabalhadores e o povo, como é costume, não se ficarão por aqui.

Apesar da trafulhice que, como afirmámos em artigos anteriores, constitui a transferência de fundos de pensões – nomeadamente o dos bancários -, os “juros não permitirão cobrir totalmente o acréscimo de despesa com o pagamento de pensões”, nomeadamente com o pagamento das reformas dos trabalhadores bancários.

Isto é, a banca, e uma vez mais como sempre denunciámos, transferiu os eufemísticos “custos de contexto” para o estado, ou seja, para os trabalhadores que, agora, para receberem as reformas a que uma carreira contributiva lhes deu direito…têm de pagar por elas!!!

Acresce que, como este governo vende pátrias está a aceitar pagar uma dívida ilegítima, ilegal e odiosa com juros faraónicos e, simultaneamente, a obedecer caninamente aos ditames da tróica germano-imperialista, privatizando activos e empresas públicas estratégicas, com um corolário de despedimentos em massa, a nossa economia entrou em recessão, como refere a supracitada nota de Vítor Gaspar ao explicitar “o efeito de agravamento do cenário macroeconómico” que se estima em 0,1%, que conduzirá à “necessidade” de medidas de austeridade de 0,3% do PIB.

Anunciado com pompa e circunstância, o défice de 4,5% que tinha sido imposto pela tróica germano-imperialista, situar-se-á, afinal, nos 5,4%! Claro! Pagar uma dívida desta natureza e, ademais, a juros tão elevados, pressuporia que a economia crescesse, no mínimo, em taxa idêntica à dos juros praticados!

Os trabalhadores e o povo português têm de tomar rapidamente consciência de que, se não se organizarem e mobilizarem para derrubarem este governo serventuário dos interesses germano-imperialistas, comprometendo a nossa soberania nacional, todos os dias acordarão com o anúncio de maior agravamento das suas já débeis condições de vida, mais fome, mais miséria, desemprego e precariedade…porque esta dívida é IMPAGÁVEL!

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