
Sócrates e o seu Governo encerrou dezenas e dezenas de centros de saúde, postos de saúde e Maternidades, este Governo continua nesta senda, impondo sobre as populações dramáticas dificuldades, mostrando um desprezo completo pelos justos anseios dos utentes do Serviço Nacional de Saúde, que paulatinamente, por causa destas medidas vai descapitalizando e como nós já aqui afirmámos, o SNS mais tarde ou mais cedo tornar-se-á residual ou simplesmente transformado num acto assistencial, tipo caridadezinha.
Esta crónica do jornalista João Paulo Guerra coloca bem os pontos nos ii, referindo-se também à conta pedida ao SNS sobre os tratamentos feitos na nossa vizinha Espanha, dando o exemplo do Hospital de Badajoz, onde centenas de parturientes portuguesas deram à luz depois do fecho da Maternidade de Elvas…é uma fartar vilanagem!
«Quanto uma mente brilhante da administração pública portuguesa decidiu fechar a Maternidade de Elvas e determinar que futuros portugueses da região nascessem para lá da fronteira não lhe terá passado pela cabeça que, mais dia, menos dia, o Hospital de Badajoz iria apresentar a conta.
Não seria tanto porque entre Portugal e Espanha reinasse algum nacional-porreirismo mas porque em Portugal se faziam contas ao dia: fecha, risca no Orçamento, depois se verá mas, em princípio, não há crise. Acontece que agora o Hospital de Badajoz enviou mesmo a factura: são 2 milhões e trezentos mil euros. E é assim, parcela em cima de parcela, que Portugal precisa de 20 por cento do PIB só para pagar juros e dívida.
E não é que o poder político - seja qual for a coloração - não tenha sido avisado dos efeitos da política do "rapa, tira, corta e fecha": sofrimento para as populações, desemprego e endividamento do País. Desde o fecho da Maternidade de Elvas tem nascido um bebé português por dia na cidade de Badajoz. É mais caro, enfraquece-se o SNS e agride-se o direito elementar que cada família portuguesa tem de ver nascer os seus filhos em Portugal. Apenas se consegue iludir um problema de caixa. Até que um dia, o credor apresenta a factura.
Por falar disso, preparem-se: um dia destes, os serviços de Saúde da Galiza apresentam a conta das urgências de doentes portugueses no centro de atendimento em Tui. Ou um alcaide da raia envia a conta dos funerais dos portugueses mandados morrer longe por razões de contabilidade.
A tempo: chega-me a notícia, do jornal espanhol "as", que a selecção portuguesa de futebol é que vai pagar preços mais elevados de hotelaria no Europeu deste ano: 33.174 euros por dia. Espanha é a que menos paga: 4.700 euros. Em Portugal, a ordem é rica.»
Esta crónica do jornalista João Paulo Guerra coloca bem os pontos nos ii, referindo-se também à conta pedida ao SNS sobre os tratamentos feitos na nossa vizinha Espanha, dando o exemplo do Hospital de Badajoz, onde centenas de parturientes portuguesas deram à luz depois do fecho da Maternidade de Elvas…é uma fartar vilanagem!
«Quanto uma mente brilhante da administração pública portuguesa decidiu fechar a Maternidade de Elvas e determinar que futuros portugueses da região nascessem para lá da fronteira não lhe terá passado pela cabeça que, mais dia, menos dia, o Hospital de Badajoz iria apresentar a conta.
Não seria tanto porque entre Portugal e Espanha reinasse algum nacional-porreirismo mas porque em Portugal se faziam contas ao dia: fecha, risca no Orçamento, depois se verá mas, em princípio, não há crise. Acontece que agora o Hospital de Badajoz enviou mesmo a factura: são 2 milhões e trezentos mil euros. E é assim, parcela em cima de parcela, que Portugal precisa de 20 por cento do PIB só para pagar juros e dívida.
E não é que o poder político - seja qual for a coloração - não tenha sido avisado dos efeitos da política do "rapa, tira, corta e fecha": sofrimento para as populações, desemprego e endividamento do País. Desde o fecho da Maternidade de Elvas tem nascido um bebé português por dia na cidade de Badajoz. É mais caro, enfraquece-se o SNS e agride-se o direito elementar que cada família portuguesa tem de ver nascer os seus filhos em Portugal. Apenas se consegue iludir um problema de caixa. Até que um dia, o credor apresenta a factura.
Por falar disso, preparem-se: um dia destes, os serviços de Saúde da Galiza apresentam a conta das urgências de doentes portugueses no centro de atendimento em Tui. Ou um alcaide da raia envia a conta dos funerais dos portugueses mandados morrer longe por razões de contabilidade.
A tempo: chega-me a notícia, do jornal espanhol "as", que a selecção portuguesa de futebol é que vai pagar preços mais elevados de hotelaria no Europeu deste ano: 33.174 euros por dia. Espanha é a que menos paga: 4.700 euros. Em Portugal, a ordem é rica.»
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