Começa o ano, recomeçamos a elucida-los sobre coisas e loisas da origem das nossas palavras. Hoje como prometido, falemos então sobre Pelouro e a Bala…
«Como toda a gente sabe, e muito melhor o poeta Guerra Carneiro, que o disse em estrofes: “isto anda tudo ligado”.
Nos intervalos da habitual ocupação bélica, os nossos avozinhos jogavam à pela, precisamente a mesma palavra que se vai transformar em bala, objecto provavelmente ainda de maior uso do que sua irmã gémea, a bola, que faz correr multidões aos estádios para uma espécie de guerra, onde, para conter os adeptos da bola, uns sujeitos definidos como representantes da ordem, não hesitam em utilizar a bala.
Aqui à séculos, metia-se a bala no pelouro (pello-lançar). Como diria Camões: “pelouro, espingardas de aço puro”, e o projéctil era uma bola, um globo, uma esfera (tendo os dois últimos termos sofrido uma especialização no campo das ciências geográficas).
Pelouros, por serem esféricos eram, também, umas bolinhas de cera onde se metiam papelotes com os nomes escolhidos para um certo cargo, nas primitivas eleições medievais portuguesas. Sair num pelouro significava, pois, ser escolhido para o cargo.
Os municípios ainda mantém os pelouros (da cultura, da habitação, da sanidade, etc.) e seria gostoso um eficiente bota de ouro marcador de golos (objectivos em inglês) ser objectivamente capaz de ocupara um pelouro (de cera) municipal sem recurso a balas para manter a ordem»
Esperamos que tenham ficado esclarecidos quanto ao tema de hoje, porque para a semana vamos ficar com o credo na boca….
«Como toda a gente sabe, e muito melhor o poeta Guerra Carneiro, que o disse em estrofes: “isto anda tudo ligado”.
Nos intervalos da habitual ocupação bélica, os nossos avozinhos jogavam à pela, precisamente a mesma palavra que se vai transformar em bala, objecto provavelmente ainda de maior uso do que sua irmã gémea, a bola, que faz correr multidões aos estádios para uma espécie de guerra, onde, para conter os adeptos da bola, uns sujeitos definidos como representantes da ordem, não hesitam em utilizar a bala.
Aqui à séculos, metia-se a bala no pelouro (pello-lançar). Como diria Camões: “pelouro, espingardas de aço puro”, e o projéctil era uma bola, um globo, uma esfera (tendo os dois últimos termos sofrido uma especialização no campo das ciências geográficas).
Pelouros, por serem esféricos eram, também, umas bolinhas de cera onde se metiam papelotes com os nomes escolhidos para um certo cargo, nas primitivas eleições medievais portuguesas. Sair num pelouro significava, pois, ser escolhido para o cargo.
Os municípios ainda mantém os pelouros (da cultura, da habitação, da sanidade, etc.) e seria gostoso um eficiente bota de ouro marcador de golos (objectivos em inglês) ser objectivamente capaz de ocupara um pelouro (de cera) municipal sem recurso a balas para manter a ordem»
Esperamos que tenham ficado esclarecidos quanto ao tema de hoje, porque para a semana vamos ficar com o credo na boca….
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