Os eternos “românticos” da Estados Unidos da Europa, que nos querem fazer acreditar que a opção é entre a “união europeia” ou o caos, escamoteiam que esta “unidade” não passa de um instrumento de dominação do IV Reich alemão, liderado pela sinistra figura de Ângela Merkel, sobre os povos e nações do continente europeu.
Numa estratégia laboriosamente montada ao longo das últimas décadas, a Alemanha começou por atrair os vende-pátrias dos países que constituem os elos mais fracos da cadeia capitalista na Europa, que trocaram o desenvolvimento económico independente dos seus países pelo “guarda-chuvas” protector da potência alemã, destruindo os tecidos produtivos dos seus países e, consequentemente, engrossando as suas “dívidas soberanas” a favor do frenesim especulativo dos grandes grupos financeiros e bancários germânicos.
Estratégia para a qual concorreu o marco travestido de euro e, mais recentemente, a criação do MEE e a imposição, por parte do imperialismo germânico, dos limites à dívida pública que cada país membro, sobretudo os países da chamada “zona euro”, que cada estado será obrigado a incorporar nas suas constituições nacionais, independentemente de tal preceito ser inconstitucional em grande parte deles, como é o caso de Portugal, cuja constituição o proíbe expressamente.
Ora, é neste contexto que se tem de entender a exigência de Ângela Merkel, e do seu “valet de chambre”, o salta-pocinhas Sarkozy, de que o governo vende-pátrias da Grécia, colocado no poder à custa de um golpe de estado promovido pela tróica germano-imperialista, abdique da soberania nacional grega sobre as decisões orçamentais, devendo transferi-las para um “comissário do orçamento da zona euro”, obviamente um homem de mão e da confiança total dos interesses da Alemanha e do seu plano de subjugar os países e povos europeus ao seu domínio imperial e à satisfação dos seus interesses.
A imposição desta medida decorre da chantagem que faz depender da aceitação deste princípio o “libertar” de um novo “empréstimo” à Grécia, no valor de 130 mil milhões de euros! E implica que o governo vende-pátrias grego aceite que um “administrador” nomeado pelos ministros das finanças do Eurogrupo, completamente alinhados pela batuta da chefe do IV Reich, Ângela Merkel, tenha poderes de veto sobre qualquer decisão ligada ao orçamento e que, segundo os critérios do imperialismo germânico, não respeitem as metas fixadas pelos “credores europeus” (os grandes grupos financeiros e bancários alemães).
Assim sendo, o governo vende-pátrias grego nada mais teria que fazer senão adoptar uma lei que, à custa de mais sacrifícios e exploração dos trabalhadores e do povo grego, assegurasse que todas as receitas do estado se destinam a pagar uma “dívida” que, tal como em Portugal, não foi contraída pelo povo grego, nem foi contraída para seu benefício.
Diz o velho ditado popular que “nas costas dos outros” podemos ver o que preparam contra nós. O exemplo grego é paradigmático do que acontecerá se os povos da europa se não sublevarem contra estas medidas, um vislumbre do que lhes acontecerá num futuro mais próximo do que longínquo, isto é, de nações independentes tornarem-se meros protectorados do imperialismo germânico.
No caso de Portugal, quando correm insistentes rumores de “incumprimento” dos termos do Memorando da traição que PS, PSD e CDS assinaram com a tróica germano-imperialista, o que levará a que um modelo similar ao da Grécia nos seja imposto, os trabalhadores e o povo devem retirar as lições que este episódio encerra e mobilizarem-se para a única saída que serve os seus interesses: derrubar o governo de traição PSD/CDS, expulsar a tróica germano-imperialista do nosso país e constituir um Governo de Esquerda Democrático Patriótico, cuja primeira medida seria a rejeição do pagamento da dívida.
Assim sendo, o governo vende-pátrias grego nada mais teria que fazer senão adoptar uma lei que, à custa de mais sacrifícios e exploração dos trabalhadores e do povo grego, assegurasse que todas as receitas do estado se destinam a pagar uma “dívida” que, tal como em Portugal, não foi contraída pelo povo grego, nem foi contraída para seu benefício.
Diz o velho ditado popular que “nas costas dos outros” podemos ver o que preparam contra nós. O exemplo grego é paradigmático do que acontecerá se os povos da europa se não sublevarem contra estas medidas, um vislumbre do que lhes acontecerá num futuro mais próximo do que longínquo, isto é, de nações independentes tornarem-se meros protectorados do imperialismo germânico.
No caso de Portugal, quando correm insistentes rumores de “incumprimento” dos termos do Memorando da traição que PS, PSD e CDS assinaram com a tróica germano-imperialista, o que levará a que um modelo similar ao da Grécia nos seja imposto, os trabalhadores e o povo devem retirar as lições que este episódio encerra e mobilizarem-se para a única saída que serve os seus interesses: derrubar o governo de traição PSD/CDS, expulsar a tróica germano-imperialista do nosso país e constituir um Governo de Esquerda Democrático Patriótico, cuja primeira medida seria a rejeição do pagamento da dívida.


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