“Não haverá movimento revolucionário, sem ideologia revolucionária” - Lenine

“Sem ideologia revolucionária, não há movimento revolucionário” - Lenine

Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012

Não às novas formas de Trabalho Forçado!

«Face à luta dos trabalhadores e à atitude correcta de Carvalho da Silva e da CGTP/Intersindical em não admitirem negociar tal medida terrorista, tendo abandonado a “concertação social” onde governo e patronato a tentam impor, e apesar de a UGT, aparentemente, verberar esta medida terrorista, mas continuando a manifestar hesitações que não auguram nada de bom para os trabalhadores, ensaia agora o patronato outras saídas, igualmente gravosas para os trabalhadores, e que lhes possibilitem, igualmente, e até com maiores vantagens, maior acumulação de riqueza à custa da diminuição daquilo que eles consideram “custos de contexto”, isto é, o pagamento da única mercadoria que a classe operária e os trabalhadores têm para vender – a sua força de trabalho.» Esta nossa afirmação contida num texto ontem divulgado, vem demonstrar à saciedade que tínhamos razão nas nossas denúncias, justas e correctas.

Novamente, e correctamente, Carvalho da Silva abandonou a nova reunião da dita “concertação social” onde o Governo em conjunto com os patrões representados na CIP e com conluio da UGT, agora sem hesitações, preparam-se para “trocar” um crime por outros crimes gravosos contra os direitos dos trabalhadores, já de si depauperados.

Com o beneplácito deste Governo servil aos ditames da Tróica, as medidas que querem impor prefiguram «a par da legislação facilitadora dos despedimentos, e do seu embaratecimento, a par da legislação que diminui os custos das horas extraordinárias a favor do capital, o que constitui um roubo descarado dos rendimentos dos trabalhadores», um ataque sem precedentes apara agravar mais a exploração dos operários e trabalhadores. Este miserável jogo de espelhos consiste na «“liberalização” dos horários e o autêntico “lay off” a parte da carga de trabalho diária ou semanal agora pretendida, significa, de facto, que, no que diz respeito aos horários de trabalho e, sobretudo, ao “banco de horas” individual, é permitido ao patronato gerir da forma que lhe convier, de forma abusiva, a “disponibilidade” da força de trabalho, em conformidade com a forma como a burguesia organiza a sua produção e dela espera obter ainda maior acumulação de riqueza, à custa da diminuição da renumeração a pagar a quem trabalha e ao agravamento mais do que certo do desemprego que tal medida»

Os trabalhadores não podem aceitar ataque, esta manobra canalha, opor-se com todas as armas ao seu alcance, incluído a Greve Geral a sério, é o caminho que resolutamente que se tem de tomar sem hesitações e sem desfalecimentos.

O Trabalho Forçado não Passará! Morra o Trabalho Forçado!

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