
Um comunicado da nossa organização do PCTP/MRPP na Região Autónoma dos Açores…
Ousar lutar e ousar vencer: na ORGANIZAÇÃO, na ACÇÃO, na ARGUMENTAÇÃO.
Ousar lutar e ousar vencer na ORGANIZAÇÃO. E organização operária não é ficar à espera que outros tomem a iniciativa. Organização de quem trabalha é uma coisa muito séria. Que se concretiza numa luta sem tréguas contra toda a intimidação e opressão dos empregadores e internamente contra aqueles operários e aqueles trabalhadores que só têm olhos para o patrão ou para o chefe ou para o capataz ou para o estado que os governa e desprezam os seus iguais, desprezando-se a si próprios, não vendo em si e nos seus mais próximos a razão e a força que àqueles toda dão. E a organização é para agir. É para isso que a organização serve e é assim que a organização ganha corpo. E para que a organização se consolide e se fortaleça na acção os que trabalham não podem descurar na argumentação, uma argumentação sólida que só da luta e do estudo lhe podem vir, criando em cada fábrica, em cada local de trabalho, em cada lavoura, em cada quinta, em cada freguesia, em todo o lado, células comunistas e comissões de trabalho de divulgação, de acesa discussão e de luta firme, onde se leia, visione, estude, decida e organize quanto for preciso para garantir condições de vida e não condições de morte, quanto for preciso para valorizar o trabalho e não quem não trabalha, valorizar o conhecimento e não quem não conhece, valorizar o estudo e não quem não estuda, e quanto for preciso para, finalmente, resolver a já longa contradição entre a natureza social e a apropriação privada da produção.
Ousar lutar e ousar vencer na ACÇÃO, para que a organização e a argumentação ocorram e a luta em defesa do país, do povo, da vida, vá a bom porto.
Ousar lutar e ousar vencer na ARGUMENTAÇÃO, respondendo ponto a ponto à burla burguesa da moeda, da dívida, da economia, do trabalho.
A moeda é um instrumento. Tal como a faca, com que se prepara o comer mas também com que com ela o facínora assassina, também a moeda, o dinheiro, se com ele quem trabalha acede ao pão, com ele o capitalista oculta, engana, rouba e mata.
A dívida é uma obrigação da operação monetária.
De acordo com o modo de produção capitalista a obrigação de quem trabalha é enriquecer aquele ou aqueles que compram a força de trabalho. Há que não haver dúvidas: no modo de produção burguês, no modo de produção capitalista, a obrigação dos que vivem da venda da sua força de trabalho, essa fabulosa força de onde provém toda a riqueza, é trabalhar para enriquecer quem investiu os seus capitais na actividade desenvolvida por aqueles a quem o capitalista compra a força de trabalho!
E a obrigação do capitalista é enriquecer, é fazer da moeda mais moeda, num sôfrego, absurdo e brutal empobrecimento, esmagamento e morte da população trabalhadora para que cada vez mais cada vez menos sejam aqueles que mais tudo tenham como coisa sua.
Coelho&Portas são agentes cada vez menos disfarçados dessas desiguais obrigações. E como entretanto a dimensão da burla rompeu fronteiras Coelho&Portas vestem a libré de lacaios do cada vez mais indisfarçado império alemão na comunidade europeia.
Tais operações monetárias de saque e de opressão são para denunciar e para recusar por serem contrárias à vida de quem trabalha e à própria vida no planeta.
Por isso a palavra de ordem: Não pagamos uma dívida que é mais um roubo!
A economia é um conceito. É a ideia de como regrar a vida da casa (do grego oikos, casa, e nomos, regra). Numa sociedade dividida em duas classes opostas em interesses e em expectativas - por um lado os em cada vez maior número vendedores da força de trabalho e por outro os cada vez em menor número compradores da força de trabalho - as “regras da casa” não servem às duas casas. As regras que servem à casa dos burgueses são opostas às regras que servem à casa dos proletários. É assim pura vigarice querer fazer-se crer aos eleitores haver uma “economia” para bem de todos, pois a salvação da economia burguesa é a liquidação da economia de quem trabalha e vice-versa.
Por isso as palavras de ordem: Só os trabalhadores podem vencer a crise!, Por uma solução operária para a crise! e Por um governo de esquerda democrático patriótico!
O trabalho é condição sem a qual não sobrevivemos e é a ele que devemos o progressivo processo de diferenciação relativamente aos restantes seres vivos. O homem ao longo da sua história foi conseguindo domesticar outros animais e depois, e em simultâneo, foi concebendo e construindo máquinas, mas sem nunca poder prescindir do si próprio para o que só ele consegue realizar. A burla da burguesia está tão somente em fazer dessa disponibilidade, dessa força, uma mercadoria, com a qual promove o ignóbil negócio da sua compra e da sua venda num mercado de trabalho imposto a ferro e fogo para sua especial satisfação – fazendo uso de todas as artes e artimanhas que disponha quando por si só a violência sumária já não resulte. É o que acontece hoje com esta democracia burguesa que expulsa ferozmente do trabalho milhares e milhares de cidadãos ao mesmo tempo que tenta desesperadamente animar os que ficam no activo a multiplicar a produção! Além de maldoso e estúpido, é uma brutalidade de dramáticas consequências que devemos a todo o custo denunciar, combater e proibir.
Por isso as justas palavras de ordem: Não ao trabalho escravo!, Nem mais um despedimento! e Controlo operário sobre a produção e a distribuição!
O POVO É QUE FAZ A HISTÓRIA!
RECUSEMOS O TRABALHO FORÇADO!
NEM MAIS UM DESPEDIMENTO!
OUSEMOS LUTAR E OUSEMOS VENCER!
SÓ OS TRABALHADORES PODEM VENCER A CRISE!
VIVA A SOLUÇÃO OPERÁRIA PARA A CRISE!
NÃO PAGAMOS UMA DÍVIDA QUE É MAIS UM ROUBO!
TROICA FORA DE PORTUGAL, FORA COM O GOVERNO DA TRAIÇÃO!
POR UM GOVERNO DE ESQUERDA DEMOCRÁTICO PATRIÓTICO!
Jan 2012
A organização do PCTP/MRPP na Região Autónoma dos Açores
Ousar lutar e ousar vencer: na ORGANIZAÇÃO, na ACÇÃO, na ARGUMENTAÇÃO.
Ousar lutar e ousar vencer na ORGANIZAÇÃO. E organização operária não é ficar à espera que outros tomem a iniciativa. Organização de quem trabalha é uma coisa muito séria. Que se concretiza numa luta sem tréguas contra toda a intimidação e opressão dos empregadores e internamente contra aqueles operários e aqueles trabalhadores que só têm olhos para o patrão ou para o chefe ou para o capataz ou para o estado que os governa e desprezam os seus iguais, desprezando-se a si próprios, não vendo em si e nos seus mais próximos a razão e a força que àqueles toda dão. E a organização é para agir. É para isso que a organização serve e é assim que a organização ganha corpo. E para que a organização se consolide e se fortaleça na acção os que trabalham não podem descurar na argumentação, uma argumentação sólida que só da luta e do estudo lhe podem vir, criando em cada fábrica, em cada local de trabalho, em cada lavoura, em cada quinta, em cada freguesia, em todo o lado, células comunistas e comissões de trabalho de divulgação, de acesa discussão e de luta firme, onde se leia, visione, estude, decida e organize quanto for preciso para garantir condições de vida e não condições de morte, quanto for preciso para valorizar o trabalho e não quem não trabalha, valorizar o conhecimento e não quem não conhece, valorizar o estudo e não quem não estuda, e quanto for preciso para, finalmente, resolver a já longa contradição entre a natureza social e a apropriação privada da produção.
Ousar lutar e ousar vencer na ACÇÃO, para que a organização e a argumentação ocorram e a luta em defesa do país, do povo, da vida, vá a bom porto.
Ousar lutar e ousar vencer na ARGUMENTAÇÃO, respondendo ponto a ponto à burla burguesa da moeda, da dívida, da economia, do trabalho.
A moeda é um instrumento. Tal como a faca, com que se prepara o comer mas também com que com ela o facínora assassina, também a moeda, o dinheiro, se com ele quem trabalha acede ao pão, com ele o capitalista oculta, engana, rouba e mata.
A dívida é uma obrigação da operação monetária.
De acordo com o modo de produção capitalista a obrigação de quem trabalha é enriquecer aquele ou aqueles que compram a força de trabalho. Há que não haver dúvidas: no modo de produção burguês, no modo de produção capitalista, a obrigação dos que vivem da venda da sua força de trabalho, essa fabulosa força de onde provém toda a riqueza, é trabalhar para enriquecer quem investiu os seus capitais na actividade desenvolvida por aqueles a quem o capitalista compra a força de trabalho!
E a obrigação do capitalista é enriquecer, é fazer da moeda mais moeda, num sôfrego, absurdo e brutal empobrecimento, esmagamento e morte da população trabalhadora para que cada vez mais cada vez menos sejam aqueles que mais tudo tenham como coisa sua.
Coelho&Portas são agentes cada vez menos disfarçados dessas desiguais obrigações. E como entretanto a dimensão da burla rompeu fronteiras Coelho&Portas vestem a libré de lacaios do cada vez mais indisfarçado império alemão na comunidade europeia.
Tais operações monetárias de saque e de opressão são para denunciar e para recusar por serem contrárias à vida de quem trabalha e à própria vida no planeta.
Por isso a palavra de ordem: Não pagamos uma dívida que é mais um roubo!
A economia é um conceito. É a ideia de como regrar a vida da casa (do grego oikos, casa, e nomos, regra). Numa sociedade dividida em duas classes opostas em interesses e em expectativas - por um lado os em cada vez maior número vendedores da força de trabalho e por outro os cada vez em menor número compradores da força de trabalho - as “regras da casa” não servem às duas casas. As regras que servem à casa dos burgueses são opostas às regras que servem à casa dos proletários. É assim pura vigarice querer fazer-se crer aos eleitores haver uma “economia” para bem de todos, pois a salvação da economia burguesa é a liquidação da economia de quem trabalha e vice-versa.
Por isso as palavras de ordem: Só os trabalhadores podem vencer a crise!, Por uma solução operária para a crise! e Por um governo de esquerda democrático patriótico!
O trabalho é condição sem a qual não sobrevivemos e é a ele que devemos o progressivo processo de diferenciação relativamente aos restantes seres vivos. O homem ao longo da sua história foi conseguindo domesticar outros animais e depois, e em simultâneo, foi concebendo e construindo máquinas, mas sem nunca poder prescindir do si próprio para o que só ele consegue realizar. A burla da burguesia está tão somente em fazer dessa disponibilidade, dessa força, uma mercadoria, com a qual promove o ignóbil negócio da sua compra e da sua venda num mercado de trabalho imposto a ferro e fogo para sua especial satisfação – fazendo uso de todas as artes e artimanhas que disponha quando por si só a violência sumária já não resulte. É o que acontece hoje com esta democracia burguesa que expulsa ferozmente do trabalho milhares e milhares de cidadãos ao mesmo tempo que tenta desesperadamente animar os que ficam no activo a multiplicar a produção! Além de maldoso e estúpido, é uma brutalidade de dramáticas consequências que devemos a todo o custo denunciar, combater e proibir.
Por isso as justas palavras de ordem: Não ao trabalho escravo!, Nem mais um despedimento! e Controlo operário sobre a produção e a distribuição!
O POVO É QUE FAZ A HISTÓRIA!
RECUSEMOS O TRABALHO FORÇADO!
NEM MAIS UM DESPEDIMENTO!
OUSEMOS LUTAR E OUSEMOS VENCER!
SÓ OS TRABALHADORES PODEM VENCER A CRISE!
VIVA A SOLUÇÃO OPERÁRIA PARA A CRISE!
NÃO PAGAMOS UMA DÍVIDA QUE É MAIS UM ROUBO!
TROICA FORA DE PORTUGAL, FORA COM O GOVERNO DA TRAIÇÃO!
POR UM GOVERNO DE ESQUERDA DEMOCRÁTICO PATRIÓTICO!
Jan 2012
A organização do PCTP/MRPP na Região Autónoma dos Açores
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