“Não haverá movimento revolucionário, sem ideologia revolucionária” - Lenine

“Sem ideologia revolucionária, não há movimento revolucionário” - Lenine

Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012

NOTA À IMPRENSA - AS NOVAS MEDIDAS ANUNCIADAS PELO GOVERNO PSD/CDS NA CONCERTAÇÃO SOCIAL MERECERÃO UMA RESPOSTA ADEQUADA DOS TRABALHADORES

1. Os patrões aplaudiram e a UGT aceita o trabalho forçado como base de negociação e defende o princípio de que os trabalhadores têm de vergar às exigências da tróica germano-imperialista.

Numa palavra, o consenso dos capitalistas à volta de um governo de traidores.

2. O que saiu hoje da concertação social não é senão a continuação da política do trabalho forçado e da consagração prática do que há muito denunciámos – o governo PSD/CDS, acolitado pelo PS e pelo Presidente da República, tem apenas um único objectivo: como governo de lacaios e traidores que é pretende apenas encher os bolsos do grande capital financeiro, representado pela tróica germano--imperialista, à custa do esmagamento da classe operária e dos trabalhadores portugueses.

3. Ameaçado por uma resposta demolidora em preparação, o governo traidor PSD/CDS recua na tentativa de imposição da meia hora diária de trabalho forçado para, sem ainda ter rasgado a proposta de lei com aquela medida, contra-atacar, com o apoio dos lacaios da UGT – que, horas antes, tinha jurado a pés juntos que nunca aceitaria discutir alternativas à meia hora diária – com um conjunto de medidas devastadoras do ponto de vista da continuação do trabalho forçado por outras formas e de brutal exploração de quem, para viver, tem de vender a sua força de trabalho. E isto, a acrescer – convém não esquecer – ao roubo dos salários e dos subsídios de férias e de Natal, ao aumento do preço dos serviços de primeira necessidade (saúde, transportes, etc.), à total liberalização dos despedimentos...

4. O PCTP/MRPP, congratulando-se com a reacção do secretário-geral da Intersindical de abandonar a reunião de uma seita de traidores e vampiros, defende que deve ser convocada de imediato uma greve geral nacional para a data em que for marcada a discussão e votação no Parlamento destas medidas celeradas que o governo, contando apenas com o apoio dos grandes capitalistas e dos seus lacaios, pretende impor.

5. Só a luta firme e organizada em todos os locais de trabalho, sem deixar ninguém de fora e preparando desde já a greve geral pode impor uma derrota aos planos da tróica germano-imperialista e do seu governo de traidores em Portugal!

Lisboa, 17.01.2012

A Comissão de Imprensa
do PCTP/MRPP

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