
Como é sabido, a tentativa do governo PSD/CDS, a mando da tróica germano-imperialista, de impor aos trabalhadores o trabalho forçado de meia hora diária obteve por parte do movimento operário e das próprias centrais sindicais um repúdio imediato.
O PCTP/MRPP considerou uma tal medida uma humilhação provocatória contra os trabalhadores, merecedora de uma rejeição firme e total, e que esta luta deveria passar a ser a tarefa central imediata e decisiva do combate contra a tróica e o seu governo de lacaios em Portugal.
E como instrumento fundamental para derrotar o governo nesta sua tentativa de liquidar uma conquista histórica dos trabalhadores portugueses, impunha-se e continua a impor-se a realização de uma greve geral nacional – a ser marcada para o dia em que o diploma do governo for discutido na Assembleia da República – e, caso essa medida celerada viesse a ser aprovada, uma outra greve geral para a data da sua entrada em vigor.
Mas, em qualquer caso, seria e terá de ser sempre na fábrica, na empresa, em todos os locais de trabalho que os trabalhadores terão de rejeitar a aplicação do trabalho forçado, quando o patrão pretender fazê-lo.
No que respeita à posição das centrais sindicais, tanto a CGTP como a UGT condenaram na altura esta medida e o Secretário-Geral da Inter chegou mesmo a abandonar a concertação social, numa atitude correcta de não aceitar sequer que ela fosse objecto de negociação.
Sucede, contudo, que o governo estará aparentemente a preparar-se para voltar a tentar colocar à discussão na concertação social a aplicação do trabalho forçado, para obter para tal o acordo da UGT que tem dado indícios de se pôr a jeito para o efeito.
O trabalho forçado só pode ter uma resposta e que é a da sua total rejeição por qualquer meio.
Entrar na negociação de um qualquer acordo em torno desta matéria, seja a troco do que for, implicará sempre uma aceitação dessa medida humilhante, pelo que as centrais sindicais não podem sentar-se de novo nas cadeiras da concertação social -designadamente, na reunião de amanhã - enquanto o governo não retirar pura e simplesmente a proposta de lei que aprovou para impor o trabalho forçado.
Por outro lado, importa salientar mais uma vez que não serão as manifestações que levarão o governo a recuar, mas sim a greve geral nacional e a greve de braços caídos, caso essa medida venha a entrar em vigor, tanto mais que ambas as centrais sindicais mostraram aparentemente estar de acordo em torno da sua rejeição.
Lisboa, 10 de Janeiro de 2012
A Comissão de Imprensa do PCTP/MRPP
O PCTP/MRPP considerou uma tal medida uma humilhação provocatória contra os trabalhadores, merecedora de uma rejeição firme e total, e que esta luta deveria passar a ser a tarefa central imediata e decisiva do combate contra a tróica e o seu governo de lacaios em Portugal.
E como instrumento fundamental para derrotar o governo nesta sua tentativa de liquidar uma conquista histórica dos trabalhadores portugueses, impunha-se e continua a impor-se a realização de uma greve geral nacional – a ser marcada para o dia em que o diploma do governo for discutido na Assembleia da República – e, caso essa medida celerada viesse a ser aprovada, uma outra greve geral para a data da sua entrada em vigor.
Mas, em qualquer caso, seria e terá de ser sempre na fábrica, na empresa, em todos os locais de trabalho que os trabalhadores terão de rejeitar a aplicação do trabalho forçado, quando o patrão pretender fazê-lo.
No que respeita à posição das centrais sindicais, tanto a CGTP como a UGT condenaram na altura esta medida e o Secretário-Geral da Inter chegou mesmo a abandonar a concertação social, numa atitude correcta de não aceitar sequer que ela fosse objecto de negociação.
Sucede, contudo, que o governo estará aparentemente a preparar-se para voltar a tentar colocar à discussão na concertação social a aplicação do trabalho forçado, para obter para tal o acordo da UGT que tem dado indícios de se pôr a jeito para o efeito.
O trabalho forçado só pode ter uma resposta e que é a da sua total rejeição por qualquer meio.
Entrar na negociação de um qualquer acordo em torno desta matéria, seja a troco do que for, implicará sempre uma aceitação dessa medida humilhante, pelo que as centrais sindicais não podem sentar-se de novo nas cadeiras da concertação social -designadamente, na reunião de amanhã - enquanto o governo não retirar pura e simplesmente a proposta de lei que aprovou para impor o trabalho forçado.
Por outro lado, importa salientar mais uma vez que não serão as manifestações que levarão o governo a recuar, mas sim a greve geral nacional e a greve de braços caídos, caso essa medida venha a entrar em vigor, tanto mais que ambas as centrais sindicais mostraram aparentemente estar de acordo em torno da sua rejeição.
Lisboa, 10 de Janeiro de 2012
A Comissão de Imprensa do PCTP/MRPP
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