O Congresso da Intersindical que decorreu no último fim-de-semana, não trouxe, no essencial, nenhuma alteração de fundo no que respeita à política que tem vindo a ser apontada por esta central sindical.
Sob uma linguagem aparentemente mais radical do novo secretário-geral, o Congresso veio a aprovar uma orientação para o movimento sindical que escamoteia, num caso, e, noutro, coloca erradamente questões a nosso ver fundamentais para o desenvolvimento vitorioso do movimento operário e da luta sindical.
Uma, é a do objectivo político central da luta actual dos trabalhadores, em particular de um movimento sindical que se pretenda revolucionário, objectivo esse que tem de ser o do derrube deste governo de traição nacional e a constituição de um governo de unidade de todas as forças populares, de esquerda, democrático patriótico.
A outra questão é a que se relaciona com a posição a tomar perante a dívida soberana.
É que é um erro colossal chamar a classe operária a reivindicar a renegociação da dívida, não apenas porque a única posição correcta, já hoje compreendida e abraçada por milhares de trabalhadores e democratas é a de não pagar uma dívida, aliás impagável, que não foi contraída pelo povo português, que dela não beneficia nem nunca beneficiará, como, por outro lado, uma tal renegociação seria sempre deixada entregue a um governo de traição nacional, que apenas se encontra apostado em sangrar os trabalhadores para pagar essa dívida, usando-a para tentar esmagar o movimento operário e satisfazer os ditames da tróica germano-imperialista.
Para além de tudo isto, importa também determinar com clareza qual o eixo central actual da luta do movimento operário – no nosso entender deve ser a luta contra o roubo do trabalho e do salário – o que não saiu do Congresso da Inter, e qual a forma de luta decisiva que deve ser adoptada para atingir esse objectivo imediato de derrotar as medidas facínoras aprovadas pelas centrais patronais na concertação social.
Dizer que a luta continua na empresa e na rua não é suficiente.
Proclamar que se adoptarão todas as formas de luta necessárias também não chega.
Neste campo, a Intersindical persiste em não apontar que a primeira e mais importante forma de luta, arma decisiva para a classe operária atingir este seu objectivo imediato é a greve geral nacional, e não manifestações de rua que desembocam em nada, deixando ficar tudo na mesma.
Por último, importará aqui evidenciar de novo uma das conclusões que constava no balanço político do Partido da última greve geral de 24 de Novembro – A Intersindical é necessária, mas é manifestamente insuficiente para, por si só, mobilizar e organizar os trabalhadores para as lutas que inevitavelmente se intensificarão muito em breve.
Sob uma linguagem aparentemente mais radical do novo secretário-geral, o Congresso veio a aprovar uma orientação para o movimento sindical que escamoteia, num caso, e, noutro, coloca erradamente questões a nosso ver fundamentais para o desenvolvimento vitorioso do movimento operário e da luta sindical.
Uma, é a do objectivo político central da luta actual dos trabalhadores, em particular de um movimento sindical que se pretenda revolucionário, objectivo esse que tem de ser o do derrube deste governo de traição nacional e a constituição de um governo de unidade de todas as forças populares, de esquerda, democrático patriótico.
A outra questão é a que se relaciona com a posição a tomar perante a dívida soberana.
É que é um erro colossal chamar a classe operária a reivindicar a renegociação da dívida, não apenas porque a única posição correcta, já hoje compreendida e abraçada por milhares de trabalhadores e democratas é a de não pagar uma dívida, aliás impagável, que não foi contraída pelo povo português, que dela não beneficia nem nunca beneficiará, como, por outro lado, uma tal renegociação seria sempre deixada entregue a um governo de traição nacional, que apenas se encontra apostado em sangrar os trabalhadores para pagar essa dívida, usando-a para tentar esmagar o movimento operário e satisfazer os ditames da tróica germano-imperialista.
Para além de tudo isto, importa também determinar com clareza qual o eixo central actual da luta do movimento operário – no nosso entender deve ser a luta contra o roubo do trabalho e do salário – o que não saiu do Congresso da Inter, e qual a forma de luta decisiva que deve ser adoptada para atingir esse objectivo imediato de derrotar as medidas facínoras aprovadas pelas centrais patronais na concertação social.
Dizer que a luta continua na empresa e na rua não é suficiente.
Proclamar que se adoptarão todas as formas de luta necessárias também não chega.
Neste campo, a Intersindical persiste em não apontar que a primeira e mais importante forma de luta, arma decisiva para a classe operária atingir este seu objectivo imediato é a greve geral nacional, e não manifestações de rua que desembocam em nada, deixando ficar tudo na mesma.
Por último, importará aqui evidenciar de novo uma das conclusões que constava no balanço político do Partido da última greve geral de 24 de Novembro – A Intersindical é necessária, mas é manifestamente insuficiente para, por si só, mobilizar e organizar os trabalhadores para as lutas que inevitavelmente se intensificarão muito em breve.

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