Os operários e trabalhadores da manutenção da TAP apontam na fábrica e na rua aos dirigentes da Inter reunida em Congresso o verdadeiro caminho e objectivos da luta que se coloca ao movimento operário e sindical – rejeição firme do roubo do trabalho e do salário com recurso à greve, sem esperar por manifestações, ou ficar dependente delas.
É reconfortante e mobilizador ouvir os operários da TAP defender que o seu combate não é apenas contra o roubo dos seus salários mas contra a política do governo contra todos os trabalhadores que são vítimas das mesmas medidas.
Se não quiser ver-se irremediavelmente cilindrada, a Intersindical que se cuide – é que os operários começam a mostrar que não vão em cantigas, não estão dispostos a pagar, à custa dos seus salários e do seu trabalho, uma dívida que não contraíram, nem vão andar todo o tempo apenas a manifestar-se e, muito menos, para defenderem a, aliás impossível, renegociação de uma dívida que, quanto mais este governo de traidores a for pagando, mais ela cresce.
Tal como o fizeram no passado, os operários da TAP continuarão a estar na primeira linha da luta revolucionária, agora contra um governo de traição nacional e por um governo de esquerda, democrático patriótico.
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