“Não haverá movimento revolucionário, sem ideologia revolucionária” - Lenine

“Sem ideologia revolucionária, não há movimento revolucionário” - Lenine

Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012

Os Trabalhadores e o Povo Português não pagarão o “festim” do sector bancário!

Os trabalhadores e o povo português têm cada vez mais a consciência de que a dívida cujo pagamento este governo de traição do PSD/CDS, serventuário da tróica germano-imperialista, lhes está a querer impor, não foi contraída por si, nem foi contraída para seu benefício.

Hoje é absolutamente claro que a chamada “dívida soberana” constitui um instrumento através do qual se pretende transferir activos e empresas públicas para as mãos de privados, beneficiando o processo de acumulação capitalista à custa da redução dos salários, do aumento do desemprego e da precariedade, do aumento de impostos dos bens de consumo, da imposição do TRABALHO ESCRAVO através da facilitação e embaratecimento dos despedimentos, da depreciação generalizada das prestações sociais, do dificultar do acesso à saúde e educação, do aumento brutal de serviços, desde a água, o gás e a electricidade aos transportes públicos, etc.

Hoje é uma evidência que as PPP’s (Parcerias Público Privadas), as centenas de fundações, empresas municipais, etc., assentaram numa trafulhice jurídico-política destinada a encher os bolsos a uma clientela política corrupta e a grandes grupos económicos, financeiros e bancários, apresentando-se, depois, o pagamento da factura dos prejuízos monumentais, decorrentes da gestão fraudulenta que se praticou, àqueles que em nada beneficiaram com essas trafulhices: os trabalhadores e o povo português.

Sempre afirmámos que o Memorando da traição, assinado por PS, PSD e CDS com a tróica germano-imperialista, servia, sobretudo, para salvar a banca e facilitar o processo de acumulação capitalista. E isso ficou facilmente demonstrado quando se soube que dos 78 mil milhões de “empréstimo” da tróica, metade seriam destinados ao pagamento de juros e do “serviço da dívida” e 12 mil milhões seriam injectados, directamente, na banca.

Banca que em vez de se capitalizar à custa dos fabulosos lucros que obteve, preferiu proceder a maciças distribuições de dividendos entre os seus accionistas privados. E donde vieram esses lucros? Fundamentalmente aproveitando a banca uma disposição do directório europeu que impede os estados de se financiarem directamente junto do BCE (Banco Central Europeu, cujo capital é privado). Isto é, o BCE só pode emprestar a bancos comerciais, a uma taxa de juro de 1% e estes, por sua vez, emprestam aos estados cobrando juros entre 5 e 6% (isto é, proporcionando lucros de 500 a 600%, quando não superiores)!

Os trabalhadores e o povo português estão, pois, a ser obrigados a salvar o sistema bancário capitalista, privado, quer através dos mais de 5 mil milhões de euros “enterrados” no BPN, quer para assegurar a “liquidez” dos bancos que se entretiveram a “investir” mais de 10 mil milhões de euros em títulos da dívida grega e a alinhar no “festim” especulativo no mercado imobiliário e da construção civil.

É por isso que, para além do derrube do governo de traição PSD/CDS e de Cavaco Silva que lhe tem dado cobertura, uma das bandeiras de luta propostas pelo PCTP/MRPP é precisamente a da nacionalização imediata da banca e o confisco das grandes fortunas a fim de impedir a “sangria” e a fuga de capitais.

A constituição de um Governo de Esquerda Democrático Patriótico, não só garantirá o NÃO PAGAMENTO de uma dívida ilegítima, ilegal e odiosa, como permitirá a implementação de um novo paradigma de política e de economia, baseada na recuperação do nosso tecido produtivo – destruído pelos sucessivos acordos de traição que PS e PSD assinaram com o directório europeu, a mando do imperialismo germânico – e assente em investimentos produtivos criteriosos e num correcto aproveitamento da nossa posição geoestratégica única. Com o claro objectivo de gerar riqueza, emprego e bem-estar aos trabalhadores e ao povo e assegurar a nossa Independência Nacional.

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