“Não haverá movimento revolucionário, sem ideologia revolucionária” - Lenine

“Sem ideologia revolucionária, não há movimento revolucionário” - Lenine

Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012

Por uma Política da Terra e do Mar ao serviço do Povo!

O que se pode constatar do vídeo que abaixo reproduzimos são os impactos que tiveram na nossa agricultura e pescas a política vende pátrias iniciada por Mário Soares, o pai da adesão do nosso país à CEE, política fervorosamente prosseguida pelo “rei do betão” Cavaco Silva, e os apaniguados de ambos no PS e no PSD, por vezes acolitados pelo CDS, que governam, rotativamente, à mais de três décadas, o nosso país.

Razão tinha, e tem, o PCTP/MRPP quando, desde a primeiríssima hora, denunciou que não era Portugal que entrava na CEE, mas sim a CEE que ia entrar – a toda a força – em Portugal, como facilmente se concluirá.

Aceitar, como foi aceite por todos os partidos da b
urguesia – PS, PSD e CDS – que Portugal abandonasse, a troco de alguns “subsídios” (que rapidamente se “perderam” nos bolsos e nas contas bancárias de meia dúzia de corruptos), a agricultura – porque, segundo o directório europeu, os franceses produziam mais, melhor, com maior diversidade e mais barato – levou a que se perdessem mais de 700 mil trabalhadores ligados aos sectores da agricultura e das pescas de 1974 a 2010!

Levou a que a superfície cultivada, que em 1966 co
rrespondia a 54% do território nacional, ou seja, 4.974.157 hectares, passasse, em 2007, para apenas 3.472.939 hectares, isto é 38% do país.

Levou a que tivéssemos, à pala da subsidiodependência, liquidado a nossa frota pesqueira porque, dizia o directório europeu, os espanhóis tinham uma frota pesqueira maior e melhor apetrechada e podiam providenciar pescado a p
reços mais competitivos. E, dos 32.010 pescadores que trabalhavam no sector em 1966, passámos a ter, em 2010, menos de metade!

O que a PAC (Política Agrícola Comum) e o Acordo de Pescas que estes vende pátrias assinaram com a CEE, hoje Unidade Europeia, escamotearam foi que as grandes potências económicas – com a Alemanha à cabeça – pretenderam com est
es e outros acordos “desindustrializar” os chamados países periféricos – entre os quais se encontra Portugal e a Grécia -, tendo estes sido forçados a passar a importar mais de 80% daquilo que necessitam para alimentar o país e a gerar economia. Esta política, claro, levou a um progressivo endividamento que, combinado com os efeitos da crise do sub-prime americano e a fobia de se salvar a banca especuladora e criminosa, redundou na situação política e económica que hoje vivemos.

O euro, que não é mais do que o marco travestido, veio a tornar-se, assim, no instrumento de dominação que fecha o “ciclo” da política de submissão a que o imperialismo germânico quer sujeitar todas as nações e povos da Europa, conseguindo aquilo que nem Hitler, com as suas divisões Panzer, tinha logrado conseguir. Os países, agora “devedores”, por virtude de terem destruído o seu tecido produtivo, vêem-se forçados a endividar-se, pagando juros elevadíssimos, precisamente aos bancos daqueles países que, como a Alemanha e a França, dominam por completo o directório europeu e as suas políticas, dominando igualmente o BCE (Banco Central Europeu) que foi impedido por este directório germano/francês de emprestar directamente dinheiro aos países, só podendo fazê-lo aos bancos privados que, por sua vez, emprestam aos estados com juros 5 a 6 vezes superiores àqueles a que vão pedir emprestado ao BCE!

O vídeo que vos propomos visionar não o refere, mas o leitor certamente compreenderá, que a única saída que convém aos trabalhadores e ao povo português – e porque vale a pena lutarem – é a do NÃO PAGAMENTO de uma dívida que se formou de forma ilegítima, ilegal e odiosa, uma saída que tem de passar pelo derrube deste governo traidor e vende pátrias e a constituição de um Governo de Esquerda Democrático Patriótico que ponha em prática um programa para restaurar o tecido produtivo destruído, crie emprego e riqueza para os trabalhadores e o povo português, e assegure a nossa independência nacional.


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