“Não haverá movimento revolucionário, sem ideologia revolucionária” - Lenine

“Sem ideologia revolucionária, não há movimento revolucionário” - Lenine

Sábado, 7 de Janeiro de 2012

Povo da linha de Lousã canta janeiras pela reactivação da linha

É um protesto cantado. Cerca de mil pessoas, membros do Movimento Cívico de Góis, Lousã, Miranda do Corvo e Coimbra, seguiram hoje de autocarro até Lisboa para cantar as janeiras ao Ministro da Economia…o Álvaro!

A iniciativa pretendeu mostrar o seu descontentamento pela não reactivação deste sistema de transporte público às populações que perderam o combóio e nunca viram o metro.

O Luta Popular online esteve presente e assistiu a vontade destas pessoas de não aceitarem passivamente uma medida reaccionária que impede a mobilidade das populações, que se encontram cada vez mais isoladas. Cantos, toques de tamborete e tambor, dedilhar das violas, cartazes, panos, tudo serviu para cantar os seus protestos, mostrando alegria e zanga ao mesmo tempo que os elementos do Movimento Cívico de Cidadãos de Lousã e Miranda do Corvo entregavam as suas reivindicações e se preparavam para reunir com o secretário de estado dos transportes, (de uma janela de um hotel duas turistas imprimiram dois pequenos cartazes a apoiar).

Fomos informados de que as obras, longas e sem fim à vista, encontram-se actualmente, em fase de conclusão as empreitadas entre Alto de São João (Coimbra) e Serpins (Lousã), correspondentes à Linha Verde, primeira fase do projecto, que representam um investimento de 130 milhões de euros, de um montante global de 447 milhões, com praticamente um ano de atraso.

O dito Álvaro, ministro, aparecendo em público, disse às televisões de que é “intenção do Governo reactivar esta linha…”. Esta posição mostra um recuo significativo, mas as pessoas contactadas por nós, reafirmaram a sua posição de só acreditarem nessas promessas quando se efectivarem…o inferno está cheio delas! A comprovar esta desconfiança mais que justa das populações é o propósito do Governo reaccionário de Passos/Portas, de encerrar 600 quilómetros de vias férreas este ano (já iniciou …basta ver o exemplo do fecho do ramal Pampilhosa-Figueira da Foz*).

Portanto esta luta em conjunto com todos os outros movimentos e as populações locais tem de continuar, sem desfalecimentos, porquanto deste Governo nada virá de positivo, só um combate acérrimo e determinado por objectivos concretos, entre eles o derrube deste Governo e a imposição de um Governo de Esquerda Democrático Patriótico, poderá de futuro concretizar em pleno os anseios deste povo, aqui bem visíveis.



* A Plataforma Nacional pela Defesa da Ferrovia, em colaboração com o Movimento de Defesa do Ramal Pampilhosa - Figueira da Foz (de Cantanhede) e do Projecto Cultura e Cidadania (de Mira), vai organizar, dia 14 de Janeiro, pelas 14H30, em Cantanhede, uma manifestação pela defesa do ramal ferroviário Pampilhosa - Figueira da Foz.

A manifestação irá realizar-se junto à Câmara Municipal de Cantanhede e daí os manifestantes seguirão até à Estação da CP também em Cantanhede.



1 comentários:

  1. Esta manifestação serve para chamar a atenção para o crime que o Governo está a cometer quando fecha esta, bem como outras linhas férreas, porque contribui para um maior isolamento das populações e atenta contra um melhor desenvolvimento nas Regiões e tem ainda como objectivo chamar a atenção para o facto de o fecho e a não reabertura deste ramal prejudica as pessoas, prejudica um melhor desenvolvimento económico e ‘corta as pernas’ às empresas que poderiam usar o comboio para escoar os seus produtos.

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