Não porque estejam desiludidos com a prestação dos seus serventuários em Portugal – a dupla Passos/Portas, com o beneplácito de Seguro –, mas porque estão impacientes na obtenção dos resultados, os abutres da tróica germano-imperialista decidiram pressionar e acelerar o processo de privatizações no nosso país.
Vai daí, lembraram-se que tinham o homem de mão ideal para acelerar o processo de venda a retalho e a preços de saldo dos nossos activos e empresas estratégicas e pedem ao inefável “patriota” António Borges, até aqui director das operações do FMI na Europa, para que, invocando “razões pessoais”, se demita de tal cargo para “reaparecer”, três meses mais tarde, “nomeado” pelo governo de traição PSD/CDS como responsável pelo processo de privatizações.
Utilizando uma linguagem náutica, António Borges irá funcionar como o agente de salvados de um navio naufragado à custa das políticas que levaram à liquidação e abandono da nossa agricultura e à desindustrialização do nosso país, impostas pelo imperialismo germânico, quando determinou qual o papel de Portugal e outras nações europeias na “divisão de trabalho” que mais convinha aos seus interesses de dominação imperial no “velho” continente.
Ao dito Borges, tal Miguel de Vasconcelos da era moderna, competirá, agora, fazer um levantamento dos activos e empresas estratégicas que a tróica germano-imperialista pretende ver consumidos no altar do pagamento de uma dívida que, para além de IMPAGÁVEL, é ilegítima, ilegal e odiosa, como garantia de bom pagamento aos credores – sobretudo grupos financeiros e bancários alemães –, ávidos de assegurarem que os fabulosos lucros que decorrem dos juros faraónicos que aplicam sobre os “empréstimos”, lhes sejam ressarcidos.
Que o capitalismo e a sua forma suprema – o imperialismo –, são insaciáveis na sua demanda por maior acumulação de riqueza, à custa da exploração sem misericórdia de quem trabalha, é um facto de há muito conhecido. Que a burguesia e o imperialismo germânico se têm aproveitado e promovido as “dívidas” soberanas” como instrumento de transferência de activos e empresas estratégicas para as mãos de privados e, sobretudo, para o controlo e a satisfação dos interesses de grandes grupos financeiros e bancários, sobretudo alemães, também é já uma evidência.
Não satisfeitos com as medidas terroristas que os seus serventuários do PS, do PSD e do CDS subscreveram ao assinar o Memorando com a tróica germano-imperialista, roubando o trabalho e o salário dos trabalhadores, agravando as suas condições de vida à custa de brutais aumentos nas tarifas dos serviços públicos, dificultando o acesso à educação e à saúde, encarecendo os produtos e bens essenciais para qualquer família trabalhadora, o golpe final que agora se pretende desferir é o de, para além de se utilizar do dinheiro resultante dessas privatizações para “servir” a dívida, impedir que Portugal tenha uma política independente e soberana, ao serviço dos trabalhadores e do povo, que só será possível se empresas e sectores estratégicos tão importantes como a banca, os transportes, a energia, as telecomunicações, portos e aeroportos, entre muitos outros, estiverem na posse do Estado e sob controlo dos trabalhadores.
Derrotar os “corsários” da nossa época, apostados em entregar os “salvados” do nosso “naufragado” tecido produtivo, colocando-os nas mãos dos novos senhores imperiais do eixo Berlim/Paris, é a única saída possível para salvaguardar os interesses dos trabalhadores e do povo português.
Contra a pilhagem, a humilhação e subjugação pretendida pela tróica germano-imperialista e os seus serventuários do governo de traição PSD/CDS, acolitados pelo senhor Silva e pelo PS, a classe operária, os trabalhadores e o povo português têm de ousar derrubá-los, impondo um Governo de unidade de todas as forças populares, de esquerda, democrático patriótico!


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