“Não haverá movimento revolucionário, sem ideologia revolucionária” - Lenine

“Sem ideologia revolucionária, não há movimento revolucionário” - Lenine

Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012

António Costa - um demagogo barato e sem escrúpulos


António Costa veio ultimamente defender, e exprimiu-o hoje numa estação de rádio que se pretende democrática, mas cujo pluralismo vai apenas até ao PCTP, sempre dela excluído, mesmo nos períodos eleitorais, veio defender, dizíamos, a criação de uma entidade administrativa (super-autarquia) que englobasse a actual área metropolitana de Lisboa, dotada de um governo próprio eleito directamente pelos munícipes nela abrangidos.

O actual e desgraçadamente ainda presidente da edilidade lisboeta disse isto com um ar pavonete, como se fosse o pai da ideia e o autor de uma proposta original e inédita.

É verdade. Custa a crer, mas é verdade – o Sr. António Costa, da forma mais displicente deste mundo, assume sem pestanejar como sua uma proposta pela qual o PCTP/MRPP se vem batendo consecutiva e persistentemente desde há mais de vinte anos, inscrevendo esse objectivo nos seus programas eleitorais com que se apresentou em todas as eleições autárquicas para a câmara de Lisboa e dos concelhos limítrofes.

A criação de uma Região Especial de Lisboa, abrangendo uma área que fosse desde Torres Vedras a Setúbal, com uma autonomia que lhe permitisse dispor de um governo próprio eleito directamente, com vista a resolver de forma integrada os problemas da habitação, urbanismo, transportes, ensino, saúde, dos milhões de trabalhadores e moradores que vivem e diariamente se deslocam nessa região, era uma medida que há muito devia ter sido adoptada, para que – como veio a acontecer – os crimes urbanísticos, a desertificação do centro de Lisboa e a sua desvalorização como capital do país, a perca da qualidade de vida não se agravassem e, em larga medida, muitas medidas catastróficas para os cidadãos desta área não se tornassem irreversíveis.

Mas aquilo a que assistimos foi precisamente a um permanente ataque a esta proposta por parte dos Sampaios, dos Soares, dos Godinhos, dos Abreus e Vascos Francos, e mais recentemente do Costa, todos eles defendendo, em oposição à  proposta do PCTP/MRPP da Região Especial de Lisboa, um cadáver por eles criado e que apenas servia para assegurar mais uns tachos aos amigos – a chamada Junta Metropolitana de Lisboa.

Mas o problema do Sr. Costa aparecer agora como arauto de uma ideia que nunca saiu da sua cabecinha, ocultando a respectiva paternidade, seguramente por ser do PCTP/MRPP, não é apenas uma questão de desonestidade e falta de carácter.

Esta atitude do Sr. Costa – cuja vereação tem levado Lisboa a níveis de degradação nunca vistos – o que revela, acima de tudo, é uma tentativa de escamotear e de fugir às gravíssimas responsabilidades, suas e dos seus antecessores e amigos do PS que, juntamente com o PCP, (des)governaram a cidade de Lisboa e outras câmaras de concelhos limítrofes, sem que pusessem em prática aquela indispensável e mesmo vital medida política de reorganização e de competências, tanto mais que estiveram no governo por várias vezes, uma delas com maioria absoluta.

A memória do povo não é curta e, neste caso, não faltarão provas para desmascarar o oportunismo de quem pretende escapulir-se às suas responsabilidades, com propostas que, não só não são suas, como tratou de combatê-las no passado.








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