Os maquinistas vão paralisar 24 horas no dia de Carnaval, 21 de Fevereiro, na sequência da greve às horas extraordinárias e ao trabalho em dias de descanso semanal e feriados, que decorre até ao final deste mês.
Como o dia de Carnaval é considerado feriado pelo acordo de empresa, os trabalhadores maquinistas cumprem um dia de paralisação.
Relembremos que a greve às horas extraordinárias deve-se ao facto de os trabalhadores contestarem, com grande justeza, os processos disciplinares interpostos pela CP pelo “incumprimento” dos serviços mínimos em greves anteriores.
Relembremos que a greve às horas extraordinárias deve-se ao facto de os trabalhadores contestarem, com grande justeza, os processos disciplinares interpostos pela CP pelo “incumprimento” dos serviços mínimos em greves anteriores.
Também os trabalhadores do Metro que se preparavam para concretizar nesse dia uma paralisação decidiram, após uma reunião realizada entre os sindicatos e a administração, não efectua-la, pois o CA entretanto recuou na proposta do pagamento sobre os feriados a 50%, (como foi estabelecido pelo governo reaccionário de Passos/Portas, para as empresas públicas), ficando o que ficara já estabelecido em AE, isto é, 100%, com retroactividade a um de Janeiro do corrente ano.
Mesmo assim os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa mantêm greve às horas extraordinárias, até ao fim do mês de Março.
Esta luta não pode parar. Antes pelo contrário, deve intensificar-se e confluir com o objectivo do derrube deste governo de traidores que a Greve Geral Nacional, marcada para 22 de Março próximo, deve proclamar, contribuindo para a proclamação e imposição de um governo de unidade de todas as camadas populares, de esquerda, com um programa democrático e patriótico.
Porque, só assim, as lutas deste sector, que tem demonstrado uma grande combatividade, conseguirão ser consequentes e assegurar que as reivindicações justamente reclamadas pelos seus trabalhadores sejam atendidas.

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