Com a desfaçatez do patrão, neste caso do Estado, é assim que é anunciado o despedimento de 100 trabalhadores - como saídas “voluntárias”!
Este anúncio vem a propósito da reformulação das carreiras da Carris efectuadas pelo “grupo de trabalho” nomeado pelo governo, em cumprimento das ordens emanadas da Tróica.
Já aqui nestas páginas denunciámos estes cortes à mobilidade do cidadão de Lisboa. De 23 passaram para 16, depois para seis, agora serão “somente” quatro as carreiras suprimidas, (10, 777, 790 e 203), seis deixam de funcionar em períodos específicos como fins-de-semana, feriados ou à noite (108, 701, 709, 714, 756 e 793), três têm uma redução de frequência (49, 76 e 724), três têm uma redução do período de funcionamento (70, 76 e 729), cinco têm percursos alterados (31, 108, 703, 717 e 794), duas têm percursos prolongados (74 e 760) e 11 sofrem encurtamentos de trajecto (12, 70, 701, 703, 706, 709, 723, 732, 794, 797 e o eléctrico 18).
Todo este recuo por parte do governo lacaio Coelho/Portas, ficou a dever-se à luta persistente por parte dos utentes e dos trabalhadores dos transportes, mas as supressões e suspensões de carreiras irão afectar sobremaneira milhares de trabalhadores, em conjunto com os custos avultados que incidem sobre as tarifas, que têm afastado centenas de pessoas do transporte público.
Já agora, importa também denunciar a inqualificável conivência com esta política terrorista por parte do presidente da câmara de Lisboa, o socialista Costa, que, como está à vista, tem conduzido a capital para níveis insuportáveis de degradação, acentuada com o seu total alinhamento com a política serventuária e de traição nacional levada a cabo pelo governo PSD/CDS, com a cumplicidade do vigilante Seguro.
O combate por um transporte público de qualidade e que sirva as necessidades dos trabalhadores e do povo tem de aumentar de intensidade, lutando simultaneamente contra a privatização dessas empresas, contra o roubo do trabalho e do salário no que toca aos trabalhadores deste sector, e a exigência de mobilidade de excelência para o povo trabalhador/utente.
Façamos da Greve Geral Nacional marcada para 22 de Março, um marco de mudança radical, tendo como objectivo o derrubamento deste governo castrador e traidor Coelho/Portas, e a imposição em seu lugar de um governo unitário democrático patriótico.
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