Em Portugal e sem trabalho, somos já 800.000 – 13,6% da população activa – conforme reconheceu publicamente ontem o Eurostat, departamento estatístico da União Europeia.
As informações divulgadas pelo Eurostat têm por base os números fornecidos pelos departamentos estatísticos dos governos locais, em Portugal pelo Instituto Nacional de Estatística.
Bem sabemos como o governo português é useiro e vezeiro em manipular estes números, de modo a dar do desemprego nacional uma imagem pública menos desfavorável, a léguas da verdadeira realidade.
Segundo os mais sérios economistas e sociólogos portugueses (também há alguns, embora custe a acreditar...), o nível do desemprego há muito que ultrapassou em Portugal a fasquia de um milhão de pessoas, cifra que corresponde a cerca de 20% da população activa e está mais de acordo não só com os valores do desemprego em Espanha e na Grécia, mas também com a subida exponencial do número de emigrantes e de pobres no nosso país.
A situação dos desempregados em Portugal é dramática, e atinge sobretudo as mulheres e os jovens. Os números do Eurostat confessam que 30,8% (1 em cada 3) dos jovens portugueses não tem trabalho.
Quando os governos capitalistas criaram em Portugal os centros de emprego, propagandearam a ideia dos inúmeros benefícios que tais centros trariam para os desempregados, fazendo crer que os centros de emprego seriam instrumentos muito eficazes na luta contra o desemprego.
Nada mais disparatado, mais falso e mais manipulatório.
Senão vejamos!
Ontem estavam inscritos nos centros de emprego em Portugal 660.132 trabalhadores sem trabalho, mesmo assim apenas 80% dos desempregados fichados na informação divulgada pelo Eurostat.
Cumpre então perguntar por que é que mais de 140.000 desempregados (na estatística do Eurostat) ou mais de 340.000 (segundo os melhores cálculos de 1.000.000 de desempregados) não se inscreveram nos famigerados centros de emprego!
A resposta é simples: os centros de emprego, em primeiro lugar, não são centros de emprego, mas centros de exploração.
Faça o leitor o obséquio de se deslocar a um qualquer desses alegados centros de emprego e verifique com os seus próprios olhos: os funcionários infomá-lo-ão de quantidades fabulosas de empregos disponíveis; só que o salário proposto é, na maior parte das propostas, inferior ao salário mínimo legal para o sector em apreço, os contratos são a prazo e o local de trabalho é sempre longe de casa!...
Os chamados centros de emprego transformaram-se naquilo que sempre foram, embora muitas vezes não se desse por isso: em centros de angariação de trabalho barato para o patronato.
São centros de exploração! São entidades em tudo absolutamente iguais às empresas de man power (empresas de angariação e cedência de trabalho temporário a baixo preço e sem custos fiscais e sociais para o patronato readquirente).
Mas agora há mais uma novidade: os próprios funcionários do Estado nos centros de trabalho passaram ao cumprimento de uma nova tarefa – a de persuadir os trabalhadores que aí procuram emprego a emigrarem!...
A conversa dos funcionários, agora e em todos os centros de emprego, é mais ou menos esta: “você não pode esperar – diz o funcionário para o desempregado – arranjar trabalho ao pé da porta; você tem o mercado de trabalho mais vasto de todos os tempos; o seu mercado de trabalho agora é a Europa, para não dizer que é o mundo!”
Não é apenas uma graçola de mau gosto sobre a globalização do desemprego. É que os centros de emprego passaram à categoria de centros de emigração, com um despudor que se tornou provocatório aos que precisam de salário para matar a fome à família.
Pois não se queixem, se, um dia destes, os centros de emprego – ou seja, os centros de exploração e de emigração – começarem a ser tratados como verdadeiramente merecem pelos desempregados desesperados, fortes da sua própria organização de combate contra todas essas violências e faltas de respeito pelos explorados e oprimidos.
Centro de Emprego = Centro de Exploração + Centro de Emigração.
As informações divulgadas pelo Eurostat têm por base os números fornecidos pelos departamentos estatísticos dos governos locais, em Portugal pelo Instituto Nacional de Estatística.
Bem sabemos como o governo português é useiro e vezeiro em manipular estes números, de modo a dar do desemprego nacional uma imagem pública menos desfavorável, a léguas da verdadeira realidade.
Segundo os mais sérios economistas e sociólogos portugueses (também há alguns, embora custe a acreditar...), o nível do desemprego há muito que ultrapassou em Portugal a fasquia de um milhão de pessoas, cifra que corresponde a cerca de 20% da população activa e está mais de acordo não só com os valores do desemprego em Espanha e na Grécia, mas também com a subida exponencial do número de emigrantes e de pobres no nosso país.
A situação dos desempregados em Portugal é dramática, e atinge sobretudo as mulheres e os jovens. Os números do Eurostat confessam que 30,8% (1 em cada 3) dos jovens portugueses não tem trabalho.
Quando os governos capitalistas criaram em Portugal os centros de emprego, propagandearam a ideia dos inúmeros benefícios que tais centros trariam para os desempregados, fazendo crer que os centros de emprego seriam instrumentos muito eficazes na luta contra o desemprego.
Nada mais disparatado, mais falso e mais manipulatório.
Senão vejamos!
Ontem estavam inscritos nos centros de emprego em Portugal 660.132 trabalhadores sem trabalho, mesmo assim apenas 80% dos desempregados fichados na informação divulgada pelo Eurostat.
Cumpre então perguntar por que é que mais de 140.000 desempregados (na estatística do Eurostat) ou mais de 340.000 (segundo os melhores cálculos de 1.000.000 de desempregados) não se inscreveram nos famigerados centros de emprego!
A resposta é simples: os centros de emprego, em primeiro lugar, não são centros de emprego, mas centros de exploração.
Faça o leitor o obséquio de se deslocar a um qualquer desses alegados centros de emprego e verifique com os seus próprios olhos: os funcionários infomá-lo-ão de quantidades fabulosas de empregos disponíveis; só que o salário proposto é, na maior parte das propostas, inferior ao salário mínimo legal para o sector em apreço, os contratos são a prazo e o local de trabalho é sempre longe de casa!...
Os chamados centros de emprego transformaram-se naquilo que sempre foram, embora muitas vezes não se desse por isso: em centros de angariação de trabalho barato para o patronato.
São centros de exploração! São entidades em tudo absolutamente iguais às empresas de man power (empresas de angariação e cedência de trabalho temporário a baixo preço e sem custos fiscais e sociais para o patronato readquirente).
Mas agora há mais uma novidade: os próprios funcionários do Estado nos centros de trabalho passaram ao cumprimento de uma nova tarefa – a de persuadir os trabalhadores que aí procuram emprego a emigrarem!...
A conversa dos funcionários, agora e em todos os centros de emprego, é mais ou menos esta: “você não pode esperar – diz o funcionário para o desempregado – arranjar trabalho ao pé da porta; você tem o mercado de trabalho mais vasto de todos os tempos; o seu mercado de trabalho agora é a Europa, para não dizer que é o mundo!”
Não é apenas uma graçola de mau gosto sobre a globalização do desemprego. É que os centros de emprego passaram à categoria de centros de emigração, com um despudor que se tornou provocatório aos que precisam de salário para matar a fome à família.
Pois não se queixem, se, um dia destes, os centros de emprego – ou seja, os centros de exploração e de emigração – começarem a ser tratados como verdadeiramente merecem pelos desempregados desesperados, fortes da sua própria organização de combate contra todas essas violências e faltas de respeito pelos explorados e oprimidos.
Centro de Emprego = Centro de Exploração + Centro de Emigração.

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