Do nosso correspondente em Coimbra recebemos este relato sobre esta importante iniciativa dos habitantes desta cidade banhada pelo Mondego… “No dia 3 de Fevereiro realizou-se, como previsto, uma concentração pelas 17h junto à Câmara Municipal de Coimbra dos utentes dos serviços públicos de transportes.
Entre as 17h e as 17h45 houve exposição por megafone dos objectivos desta concentração, da arruada que se iria desenrolar pelas ruas da baixa da cidade e culminaria no plenário final a ocorrer na Estação Nova (principal estação ferroviária da cidade). As palavras de ordem mais ouvidas na manifestação foram: "Fome miséria e FMI fora daqui" Não Pagamos" "O roubo é dos banqueiros, não pagamos o seu dinheiro".
O objectivo central deste protesto promovido pela Assembleia Popular de Coimbra e que contou com o apoio do movimento de defesa da Linha da Lousã e de defesa do ramal Figueira da Foz Pampilhosa foi o de contestar o aumento brutal dos preços dos transportes, a retirada dos passes dos jovens estudantes e o estrangulamento em geral da mobilidade do povo desta região sendo que duas importantes vias ferroviárias de acesso à Cidade foram fechadas "para obras" e se encontram desactivadas há 3 e 4 anos respectivamente.
Os diversos oradores salientaram que esta política do Governo de traição ao país conjugada com o roubo dos salários e o aumento geral dos preços dos bens de primeira necessidade visa por um lado levar a miséria e a fome aos trabalhadores no seu conjunto e muito em particular aqueles que auferindo os mais baixos rendimentos são os que mais recorrem aos transportes públicos para as suas deslocações.
Foi salientado que este governo está a seguir em passos seguros o caminho da destruição do que resta do país e do seu aparelho produtivo a mando de estrangeiros como no tempo de Miguel de Vasconcelos.
Foi várias vezes referido que o principal pretexto usado para justificar mais este Saque Brutal, traduzido nestes brutais aumentos de preços que em alguns casos chegam aos 140% no espaço de um ano foi a dívida pública e as imposições assassinas do FMI (mascarado de Tróica).”
A luta dos utentes e dos trabalhadores dos transportes a mesma luta!
O Povo Vencerá!
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