Nas sociedades onde vigora o sistema de exploração capitalista, como é o caso da sociedade portuguesa, pobres são todos quantos vivem da venda da sua força de trabalho em troca de um salário, visto que o que recebem pela venda da força de trabalho mal dá para alimentar e manter o próprio trabalhador e respectiva família.
Pobres são, pois, a esmagadora maioria dos operários com trabalho e a esmagadora maioria dos trabalhadores com emprego, ao contrário dos ricos, que representam apenas uma escassíssima minoria da população, vivendo da exploração daquelas duas maiorias.
Sucede, porém, que os economistas e sociólogos burgueses tentam impingir ao povo trabalhador um conceito de pobreza completamente distinto, que o aproxima do conceito de indigência, de modo a procurar reduzir drasticamente na opinião pública o número dos verdadeiros pobres e a fabricar da sociedade uma imagem de gente maioritariamente rica, sem todavia o ser.
É por isso que, de tempos a tempos, fixam aquilo que consideram ser o limiar da pobreza, a fim de convencer as massas de que pobres pobres...são unicamente os indigentes.
Na União Europeia, os sociólogos fixaram em 434 euros por mês o limite a partir do qual já ninguém é pobre, sabendo todos nós que aquela verba nem chega para os três representantes da Tróica almoçarem uma só vez no Gambrinus, nas suas múltiplas vindas de fiscalização a Lisboa.
Mesmo assim, aceitando, sem conceder, o limite dos 434 euros por mês, ficam logo na categoria dos pobres indigentes, em Portugal, 99% dos reformados, pensionistas e idosos, o que equivale a 1.600.000 portugueses.
Mas as coisas não ficam por aqui. Anteontem, o Eurostat e o Instituto Nacional de Estatística disponibilizaram dados que comprovam que, entre 2009 e 2010, aumentou em 12% - mais 124.000 – o número dos trabalhadores que, muito embora estando empregados, ganham salários inferiores ao limiar da pobreza, ou seja, ganham menos de 434 euros por mês.
Isto é: têm emprego, têm salário, mas são pobres indigentes, vítimas da chamada exclusão social, para usar expressão tão do agrado do mal reformado presidente da República.
Neste momento e tudo somado, e não incluindo o presidente da República, os indigentes são em Portugal 25,3% da população, matéria em que só somos ultrapassados pela Roménia.
Quando se ouve o primeiro-ministro Passos Coelho dizer que andamos a viver acima das nossas próprias posses, e que, por isso, temos uma dívida pública incomensurável, e que, portanto, é urgente empobrecer o país – um país onde mais do que um quarto da população é não apenas pobre, mas praticamente indigente –, não temos o direito de o mandar pentear macacos, ou seja, não temos o estrito dever de o derrubar?

SEM SOMBRA DE DUVIDA!
ResponderEliminarSOU UMA SÉNIOR, QUE LUTOU E LUTA POR UM MUNDO NOVO.SABIA DO VOSSO PARTIDO, MAS NUNCA APROFUNDEI A VOSSA IDEOLOGIA. ESTIVE LIGADA AO PCP,AGORA NÃO SOU FILIADA EM NENHUM.FIZ 2 CURSOS DE INFORMÁTICA, E A PARTIR DAÍ, COMECEI A VISITAR O VOSSO SITE.PARA SURPRESA MINHA ESTOU A INDENTIFICAR-ME COM A VOSSA FILOSOFIA.É DE FACTO ESSENCIAL QUE AS COISAS TêM DE SER CHAMADAS PELOS NOMES. BASTA DE BLÁ BLÁ E DE FAZ DE CONTA.PARA MIM QUE SOU UMA REBELDE, MAS É COM ELES QUE O MUNDO AVANÇA.GOSTO DO VOSSO SITE. E O CANALHA DO SEGURO ESTÁ UMA MARAVILHA.PALHAÇO É O QUE ELE É, E TAMBÉM O SEU COMANDANTE MARIO SOARES, DISFARÇADO DE DEMOCRATA.OS POVOS QUE ESTÃO A SER ESCRAVIZADOS E MORTOS PELOS NAZIS AMERICANOS E ALEMÃES, COMO A GRÉCIA E NÓS,TÊM DE SE UNIR E PENSO QUE SE NÃO PEGARMOS EM ARMAS PARA LHE DARMOS UM TIRO NOS CORNOS ELES NÃO DESISTEM. ACABAR CON NAZIS NÃO É CRIME É DEFESA.PARABENS
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