“Não haverá movimento revolucionário, sem ideologia revolucionária” - Lenine

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Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012

CTT: Atrasos nas entregas preparam privatização!

No contexto da política criminosa e vende pátrias do governo PSD/CDS que, a mando da tróica germano-imperialista, está a vender – ou a prepara-se para o fazer – o nosso país a retalho, a preços de saldo, privatizando activos, serviços e empresas estratégicas públicas vitais para qualquer país que se queira independente, surgem relatos de que a administração dos CTT instruiu os trabalhadores da área da distribuição de correio para atrasar a entrega do correio normal.

Segundo os sindicatos do sector – e denúncias dos próprios trabalhadores vindas a público – “o correio está a ser deliberadamente atrasado porque houve decisão dos CTT de fazer uma distribuição segmentada” (sublinhados da redacção).

Jorge Costa, dirigente da Comissão de Trabalhadores dos CTT vai mais longe ao denunciar que a administração da empresa pretende com esta manobra da segmentação “…diminuir o número de trabalhadores”, concluindo que esta foi uma “forma que a empresa arranjou para poupar dinheiro à custa dos trabalhadores e da população”.

O que se entende por “poupar”, em linguagem capitalista, mais não representa do que, por um lado, criar as condições para o despedimento massivo de trabalhadores e, por outro, levar a que os utentes, face aos atrasos registados na entrega do correio normal, acabem por decidir optar por uma outra tarifa, de preço mais elevado, que é o correio azul.

Claro está que o que se pretende é preparar a empresa para que ela seja mais apetecível para os grandes grupos económicos e financeiros privados de adquirir, já “limpas” de “excedentes” (leia-se, de trabalhadores) e com aumentos dos serviços prestados que sugiram maior acumulação de riqueza para os capitalistas.

Acresce, ainda, que os destinatários do correio mais prejudicados com esta manobra, os reformados e pensionistas, além de verem as suas pensões e reformas roubadas ou congeladas, estão a proporcionar um rendimento suplementar ao governo que os rouba, já que os “atrasos” no envio das mesmas, assim como do Rendimento Social de Inserção e dos “abonos de família”, representam mais uma capitalização de juros para os cofres do estado.

O que este governo de traição nacional mostra estar a prosseguir não é mais do que a degradação cada vez mais acentuada dos serviços, de natureza eminentemente pública, de organização e distribuição do correio, e investindo apenas na transformação dos CTT numa gigantesca rede comercial e financeira.

Os trabalhadores dos correios, ameaçados pelo despedimento que estas medidas inevitavelmente envolverão, com ou sem os seus actuais sindicatos, têm de organizar-se para intensificar a sua luta contra estas manobras em estreita ligação com os restantes trabalhadores e, congregando o apoio dos utentes, manterem-se na primeira linha da próxima greve geral nacional contra o roubo do trabalho e do salário.

1 comentários:

  1. Fazem coisas vergonhosas como esta numa altura critica pela qual estamos a passar porque têm todos os meses um salário e comida na mesa, enquanto os pobres coitados dos que recebem pela segurança social têm que aguardar com desespero para verem as suas contas pagas. Gostaria de saber onde é que isto ainda nos vai legar. Se fosse todos levar num certo sitio, faziam melhor figura.

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