O supervisor mor da política vende pátrias, que este governo de traição nacional PSD/CDS, a mando da tróica germano-imperialista, está a levar a cabo, esteve de visita ao reino da Nokia, a fim de prestar contas aos seus homólogos que, com ele, constituem o “grupo de arraiolos”.
Enquanto portas dentro se empenha em fazer passar a imagem de quem está preocupado com a exclusão social e a “iniquidade na distribuição dos sacrifícios”, chegando a dar a entender que está “preocupado” com a possibilidade de algumas medidas terroristas que o governo que apadrinha poderem estar feridas de inconstitucionalidade – mas que, pressuroso, não deixa de as promulgar -, a milhares de quilómetros de distância de Portugal, solta a língua e demonstra, para aqueles que ainda se deixam iludir pelos seus discursos, o seu verdadeiro carácter ao assegurar aos seus homólogos que se estão a cumprir os compromissos que PS, PSD e CDS assumiram, através do Memorando da Traição, com a tróica germano-imperialista.
Nas vésperas da terceira “avaliação” que esta tróica vem efectuar à execução do plano que impôs aos seus serventuários, Cavaco Silva achou importante explicar aos chefes de estado que integram o “grupo de Arraiolos”, que as duas avaliações anteriores foram positivas, esperando que esta também seguisse o mesmo caminho, já que, segundo o personagem, “há reformas, há um acordo de concertação social que alguns podem até invejar”.
Escamoteando que este acordo de “concertação social” não foi tripartido, visto ter sido cozinhado a contento dos interesses do governo vende pátrias e do patronato que representa, já que a UGT não representa os interesses dos trabalhadores, antes os traiu através do seu secretário João Proença, Cavaco Silva pretende esconder que, rastejando como lambe-botas do grande capital financeiro, em Portugal o número de pobres ascende a 2,5 milhões, o número de despedimentos colectivos subiu vertiginosamente e que a dívida soberana nunca será paga, não passando a mesma de um embuste que serve para o governo confiscar os salários e roubar o trabalho aos trabalhadores portugueses, lançando quem vive do seu trabalho bem como os reformados e idosos na maior das misérias de que há memória após o 25 de Abril – tudo em consequência da, para ele Cavaco, invejável política do seu governo, mas execrável para o povo português.
Apesar de fazer passar a idéia de que em Portugal a “paz social” impera, a Greve Geral Nacional do passado dia 24 de Novembro, a recente greve do sector dos transportes, a luta dos trabalhadores da TAP, da Cerâmica de Valadares e tantas outras lutas que ocorrem todos os dias nos nosso país, a manifestação do próximo dia 11 de Fevereiro, demonstram que a classe operária, os trabalhadores e o povo português há muito esfrangalharam a pretensa “legitimidade eleitoral” deste governo e deste presidente da república que o apadrinha.
Demonstram, também, que é cada vez mais claro que a única saída para os trabalhadores e o povo português é o derrube deste governo de traição nacional e a constituição de um Governo de unidade de todas as camadas populares, de esquerda, Democrático Patriótico.

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