“Não haverá movimento revolucionário, sem ideologia revolucionária” - Lenine

“Sem ideologia revolucionária, não há movimento revolucionário” - Lenine

Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012

Desempregado: Uma nova `carreira‘ com direito a gestor


Já ninguém pode escamotear que as sucessivas medidas terroristas que este governo vende pátrias tem vindo a aplicar a mando dos seus patrões da tróica germano-imperialista, para além de visarem que seja o povo a pagar uma dívida que não contraiu, nem foi contraída para seu benefício, provocaram um exponencial aumento do desemprego no nosso país.

A “gestão” dos “assuntos públicos” tem-se traduzido, assim, num ataque sem precedentes, numa constante humilhação e sujeição do movimento operário e popular, a medidas que vão desde o roubo do trabalho e dos salários ao “quimérico” objectivo de “emagrecer as gorduras do estado”, ao mesmo tempo que se aumentam os preços dos produtos e serviços básicos para a sobrevivência de qualquer família trabalhadora.

Esse emagrecimento, sobretudo imposto às empresas públicas estratégicas e aos serviços de saúde, educação e transportes que o Estado deve assegurar, tem sido conseguido à custa de despedimentos em massa de trabalhadores e, ao mesmo tempo, com sucessivos aumentos dos preços dos produtos e serviços por elas desenvolvidos, de forma a tornar mais atractiva a sua aquisição, a preços de saldo, por parte dos grandes grupos financeiros e bancários estrangeiros.

A facilitação e o embaratecimento dos despedimentos constituem o toque final para o compor do ramalhete que provoca esse desemprego massivo em áreas como a construção cívil e outros sectores empresariais privados, capitalistas.

É pois de uma hipocrisia inqualificável aquilo que a dupla Coelho/Portas, através do seu inefável ministro da economia, Álvaro Santos Pereira, vem anunciar: a partir de agora, os trabalhadores que se encontram no desemprego e inscritos nos Centros de Emprego vão ter um “gestor de carreira” para “facilitar” o seu regresso ao mercado de trabalho!

Fazem o mal e a caramunha! Isto é, para além de terem criado as condições para que o número de trabalhadores sem trabalho atingisse níveis nunca antes registados em Portugal – mais de um milhão e duzentos mil desempregados – os mesmíssimos “gestores” que estão a levar o nosso povo à ruína e o nosso país à condição de protectorado da Alemanha, vêm arvorar-se em arautos da “solução”, nomeando “gestores de carreira” para…o desemprego!

 
Mas alguém acredita, perante os factos assinalados, que tal programa vai aumentar em 20% o número de ofertas de emprego arregimentado por aqueles centros de exploração, quando é evidente que estes centros mais não têm funcionado senão como centros de emigração, em regime de trabalho escravo, ou de mais exploração e trabalho precário?

Alguém acredita que o objectivo deste governo, que mais não tem feito do que vender o país a retalho, lançar o povo na mais profunda miséria e fome e destruir o que ainda resta do nosso tecido produtivo, seja o de “acompanhar” e arranjar emprego para os trabalhadores que ele próprio, em consequência das medidas terroristas que adoptou, atirou e continua a atirar para o desemprego?!

Enfim, ninguém pode duvidar de que o “gestor de carreira” mais não é do que uma manobra para iludir e entreter o trabalhador desempregado ou impor-lhe a aceitação de um trabalho escravo.

Primeiro, lançam para o desemprego centenas de milhares de trabalhadores, diminuem drasticamente os subsídios de desemprego e as indemnizações devidas por despedimento sem justa causa, para, depois, qual “comité de negócios”, vir instituir um “gestor de carreira” que assegure arregimentar mão-de-obra baratinha e dócil, cumprindo o desiderato que a tróica germano-imperialista impôs, na divisão de trabalho que atribuiu ao nosso país, que é o de nos tornar a “Malásia” da Europa!

Demonstremos na Greve Geral Nacional marcada para o próximo dia 22 de Março que esta canalha terá a resposta adequada por parte dos trabalhadores e do povo português, particularmente daqueles que foram forçados ao desemprego e à precariedade pela política de traição deste governo PSD/CDS.

E essa resposta terá de passar, para além da expulsão do nosso país da corja da tróica germano-imperialista, pelo derrube deste governo e pela construção de um governo de unidade de todas as camadas populares, com base num programa democrático patriótico.


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