“Não haverá movimento revolucionário, sem ideologia revolucionária” - Lenine

“Sem ideologia revolucionária, não há movimento revolucionário” - Lenine

Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012

EMEF: Trabalhadores saíram à rua no Barreiro contra fecho de oficinas

Os trabalhadores da EMEF saíram hoje à rua no Barreiro em protesto contra a intenção da empresa de encerrar as oficinas no concelho, garantindo que vão continuar a lutar contra esta intensão da CP em sequência do Plano Estratégico de Transportes aprovado pelo governo traidor de Passos/Portas.

Num plenário nas instalações da EMEF [Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário], várias propostas de luta foram apresentadas – uma delas foi “trazer a luta para a rua para dar visibilidade a este problema", disse um dirigente do Sindicato dos Ferroviários e trabalhador da empresa.

Na sequência do plenário, os trabalhadores concentraram-se no centro da cidade e deslocaram-se à Câmara do Barreiro e ao Centro de Emprego, onde entregaram uma resolução que foi aprovada no plenário. Os trabalhadores levavam uma faixa em que se mostravam contra a privatização da empresa, o fecho das instalações no Barreiro e a redução de trabalhadores, gritando palavras de ordem como "a luta continua, a EMEF está na rua".

A resolução contraria a posição da empresa de encerrar as oficinas da EMEF até Dezembro de 2012. O mesmo plano prevê o enceramento das oficinas do Barreiro até ao final do ano, sendo 42 trabalhadores transferidos para o Poceirão. Em Dezembro saíram trabalhadores da EMEF do Barreiro para Oeiras e Santa Apolónia, “o que causa problemas aos trabalhadores nas suas deslocações, o que vai acontecer também no Poceirão", afirma o mesmo dirigente.

"Existem 126 trabalhadores cujos postos de trabalho são para extinguir até Dezembro e não está definido no plano de acção a forma como os trabalhadores vão sair da empresa. Pelo nosso levantamento nem todos estão na condição de reforma, apesar de 90 poderem estar", conclui o sindicalista.

Depois de várias oficinas pelo país terem encerrado esta fecha com a desculpa de não servir de apoio oficinal aos comboios eléctricos. Os trabalhadores denunciam e lembram de aquando da electrificação da linha ferroviária do Sado, entre as Praias do Sado e o Barreiro, não se electrificaram 300 metros de linha que permitia que os comboios eléctricos chegassem às oficinas da EMEF. "Foi uma opção política para um objectivo, pois assim os comboios eléctricos não chegam à EMEF Barreiro e têm que ir a Lisboa reparar, o que é terrível para a manutenção destes postos de trabalho", defende o dirigente do sindicato.

Está nas mãos dos trabalhadores e do povo para que estas magníficas imagens (clicar em cima) não ficam só encher a memória dos nossos filos ou netos.

A luta é dura mas os trabalhadores não podem vergar! Contra o roubo no trabalho e nos salários!

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