Depois de, nos últimos 3 anos, mais de 200.000 trabalhadores da Construção Civil terem sido despedidos, os patrões pretendem agora despedir mais 130.000, ainda por cima ao abrigo dum regime legal que não só lhes permite ultrapassar as quotas legais de atribuição do subsídio de desemprego em caso de rescisões ditas “amigáveis”, como também e sobretudo lhes possibilita efectuar despedimentos “legais” sem terem de pagar as indemnizações legais.
Estamos, pois, e com o ensurdecedor silêncio de toda a gente – inclusive dos próprios Sindicatos do sector, que só se lamentam e constatam o facto – perante uma situação iminente de fome generalizada (até 2013 irão ser destruídos 70% de todos os postos de trabalho da Construção) atingindo, entre trabalhadores e seus familiares, mais de um milhão de pessoas!
Estamos, pois, e com o ensurdecedor silêncio de toda a gente – inclusive dos próprios Sindicatos do sector, que só se lamentam e constatam o facto – perante uma situação iminente de fome generalizada (até 2013 irão ser destruídos 70% de todos os postos de trabalho da Construção) atingindo, entre trabalhadores e seus familiares, mais de um milhão de pessoas!
Em 2010, o sector tinha 770 mil trabalhadores, que em 2011 perdeu 90 mil e que o ritmo tende aumentar desmesuradamente levando que muitos trabalhadores se sintam obrigados irem para fora do país, aumentando assim o rol de pessoas transformadas em escravas de trabalho forçado, precárias e com baixíssimos salários.
É importante salientar que desde 2008, este sector perdeu 7300 empresas, a um ritmo de 10 empresas e 360 trabalhadores por dia. Assim só no último mês, nove mil trabalhadores deixaram de ter trabalho.
Ao mesmo tempo existem três milhões de euros de dívidas aos trabalhadores, que podem triplicar até ao fim do ano, atingindo os 12 milhões de euros se o ritmo de despedimentos e insolvências se mantiver.
A luta dos trabalhadores deste sector, premente, insere-se no eixo da luta principal da classe operária e de todos os trabalhadores, a luta contra o roubo do trabalho e do salário. Por isso a greve geral no sector em conjunto com a greve geral nacional é uma ferramenta imprescindível para que os trabalhadores deste sector imponham uma derrota significativa sobre os intentos fascizantes do patronato e deste Governo serventuário dos ditames da Tróica.

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