De norte a sul do país mais de 300 mil trabalhadores mobilizaram-se para vir a Lisboa demonstrar ao governo de traição PSD/CDS, ao presidente da república que o apadrinha e a todos aqueles que, como o PS, com ele e a mando da tróica germano-imperialista, confabulam e promovem uma autêntica guerra contra quem trabalha, contra o povo, que estão dispostos a lutar, que estão dispostos a construir um novo paradigma de sociedade, uma sociedade que esteja ao serviço dos seus interesses e não aos intereses de quem os explora.
E não estiveram mais trabalhadores porque houve falhas na mobilização, quer no sector público, quer no sector privado, bem visíveis pela fraca representação de trabalhadores da construção civil, de grandes empresas industriais e de serviços, bem como de importantes sectores dos trabalhadores da função pública. Porque, é certo, a expressão da revolta e vontade de lutar excede, em muito, a expressão numérica dos que estiveram presentes no Terreiro do Paço, em Lisboa.
Mas, há mais! O que esperam a classe operária, os trabalhadores, os precários, os reformados e desempregados, de uma Central Sindical? Que, sendo ela a cúpula das suas organizações de classe, os sindicatos, lhes indique uma saída para as suas lutas e os organize e mobilize para que delas saiam vitoriosos.
Ora, o que se retirou das palavras, do discurso, de Arménio Carlos, o novo Secretário-Geral da CGTP em relação ao passado recente da Central Sindical a cujos destinos preside? Nada de novo!
Grandes tiradas sobre o direito ao trabalho, condenação das políticas do governo exigindo que ele adopte novas políticas como se o seu papel não fosse o de, ao serviço da tróica germano-imperialista implementar as medidas terroristas que tem imposto aos trabalhadores e ao povo português, condenar o volume de despedimentos e desemprego que essas medidas têm provocado, verberar a carestia de vida e os cortes nas subvenções sociais, mas, em concreto, o que Arménio Carlos e a direcção da CGTP propõem é, apenas e tão só, mais resistência, mais luta, sem, no entanto, dar uma indicação clara do rumo que essas lutas têm de tomar para serem vitoriosas e satisfazerem os interesses de classe dos trabalhadores. Ou seja, mais do mesmo!
Então, reconhece-se que o que a tróica germano-imperialista, através do Memorando de entendimento que assinaram com os partidos da traição, PS, PSD e CDS, pretende é utilizar-se do mecanismo da dívida para transferir activos e empresas estratégicas públicas para as mãos de privados, com o consequente rosário de despedimentos e aumentos dos tarifários dos serviços prestados por essas empresas, reconhece-se que é fruto dessa política terrorista e fascista que assistimos ao roubo do trabalho e dos salários, à imposição de legislação facilitadora e embaretecedora dos despedimentos, ao ataque ao subsídio de desemprego, quer em relação ao tempo a que o trabalhador tem direito a dele beneficiar, quer quanto ao montante a que tem direito a receber, à legislação que, roubando os subsídios de férias e de natal, eliminando feriados, o que provoca é um roubo declarado dos salários, mesmo assim, o que Arménio Carlos e a direcção da CGTP a que preside reivindica é a “renegociação da dívida”?
Renegociar uma dívida que não foi contraída pelo povo, nem foi contraída para seu benefício? O que os trabalhadores esperam das suas organizações de classe, dos seus sindicatos e da Central Sindical, é a compreensão de que, sendo a natureza da dívida burguesa e capitalista, sendo ela um instrumento através do qual o imperialismo germânico pretende dominar e subjugar os povos e nações da Europa, o único caminho a trilhar, o único caminho pelo qual vale a pena lutar – e os trabalhadores têm demonstrado que estão dispostos a seguir – é o caminho do NÃO PAGAMOS!
O discurso de Arménio Carlos frustrou, não só as expectativas dos 300 mil trabalhadores presentes no Terreiro do Paço, mas também a de muitos milhões de outros por este país fora, que viram arredado do mesmo qualquer menção ao imperativo de se mobilizar e organizar uma nova GREVE GERAL NACIONAL, uma das armas mais poderosas de que o mundo do trabalho dispõe para despedaçar as medidas terroristas e fascistas que saíram da última reunião da “concertação social” onde o Eng.º João Proença, enquanto Secretário-geral da UGT se vendeu por 30 dinheiros e fez de tal acordo um autêntico casamento entre os interesses do patronato e do governo que representa os seus interesses.
Disse Arménio Carlos que a burguesia, os capitalistas, o patronato, estão unidos e, mais do que isso, aprendem com as experiências de uns e de outros ao nível de cada país da Europa. Pois é! Isso é verdade. De lamentar que a CGTP não siga, também ela, os melhores exemplos, quer a nível interno, como a firme e coerente luta do sector dos transportes, quer com os melhores exemplos dos trabalhadores e suas organizações de classe noutros países deste continente. E, sem hesitações, sem o reformismo bafiento que a tem caracterizado, se empenhe a convocar todas as Greves Gerais Nacionais que sejam necessárias para derrubar este governo e ajudar a criar as condições para a constituição de um governo de unidade de todas as camadas populares, de esquerda, democrático patriótico.
ESTES EMPATAS NÃO TÊM CURA,POR MIM PODIAM DAR AS CABEÇADAS QUE MUITO BEM ENTENDESSEM,DESDE QUE NÃO ESTORVASSEM, E MINASSEM O CAMINHO DA REVOLUÇÃO.
ResponderEliminarUma bela reportagem do protesto aqui
ResponderEliminarhttp://vimeo.com/36732743
Estes são tipo tampax...nem deixam entrar,nem deixam sair !!!
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