“Não haverá movimento revolucionário, sem ideologia revolucionária” - Lenine

“Sem ideologia revolucionária, não há movimento revolucionário” - Lenine

Sábado, 25 de Fevereiro de 2012

O PAÍS JÁ NÃO AGUENTA MAIS!


O ano de 2012, que o governo Coelho/Portas anunciou como o do início da “recuperação” económica, vai afinal significar um agravamento inaudito em todos os indicadores que permitem avaliar as condições de vida do povo trabalhador em Portugal. A própria Comissão Europeia, cujas previsões são constantemente negadas pela realidade, para pior, veio agora anunciar que o país vai registar este ano um decréscimo no Produto Interno Bruto de 3,3% (o pior de toda a União Europeia, com excepção da Grécia) e que o desemprego continuará a subir para além dos já cerca de um milhão e duzentos mil trabalhadores actualmente desempregados. Para além disso, Portugal, mesmo com a actividade produtiva em liquidação acelerada, registará a taxa de inflação mais alta de toda a UE, seguramente muito acima do valor estimado de 3,3%, o qual significa para a população trabalhadora, pela diminuição que acarreta no seu poder de compra, um novo imposto de igual montante ao daquela taxa de inflação.

Como não pode deixar de acontecer, a dita previsão de -3,3% na contracção do PIB destina-se a ser permanentemente ultrapassada para baixo, à medida que a crise se for agravando. Basta referir que a primeira previsão para 2012, feita pelo governo em Setembro de 2011, foi de -1,8%, logo corrigida em Outubro para -2,5%, novamente alterada em Dezembro para -3%, agora colocada em -3,3%, e assim sucessivamente. Fecham empresas aos milhares, despedem-se trabalhadores às centenas de milhar, reduz-se a produção nos serviços públicos para não se pagarem os salários e despedirem-se os respectivos trabalhadores.

A acelerada contracção do PIB que está em curso faz aumentar continuamente o endividamento externo e os respectivos juros. Apesar dos brutais aumentos de impostos sobre os trabalhadores decretados pelo governo, o montante total recolhido em impostos está a diminuir por força da diminuição da actividade económica e do aumento do desemprego (menos 8% em Janeiro relativamente a igual mês do ano anterior), o que torna inevitável novas medidas de austeridade, maior decréscimo da produção nacional, mais desemprego, mais roubos no salário e no trabalho, mais impostos, menos saúde, menos segurança social, menos educação, num ciclo infernal que tem de ser urgentemente rompido pela força e pela luta das massas trabalhadoras e da população oprimida em geral.

O país não aguenta mais esta situação. A dívida pública, que não foi contraída pelo povo português nem em seu benefício, tem de ser repudiada. É preciso pôr em prática um plano nacional de desenvolvimento económico a favor da população trabalhadora e não dos grandes capitalistas e exploradores. Os trabalhadores têm de unir esforços para derrubar o actual governo de traição nacional e substitui-lo por um novo governo unitário de esquerda, democrático e patriótico. O governo Coelho/Portas não tem já qualquer tipo de legitimidade democrática e é um mero instrumento da ocupação do país pelos interesses imperialistas representados pela tróica. Preparemos activamente a próxima greve geral de 22 de Março e façamos dela um passo decisivo para alcançar aqueles objectivos!

0 comentários:

Enviar um comentário