“Não haverá movimento revolucionário, sem ideologia revolucionária” - Lenine

“Sem ideologia revolucionária, não há movimento revolucionário” - Lenine

Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012

OBVIAMENTE, VAIADOS EM TODA A PARTE...


Na quinta-feira passada, Cavaco, com notável cobardia, fugiu a sete-pés de uma espontânea manifestação de adolescentes da Escola António Arroio, que o aguardava para uma visita às instalações do Alto do Pina.

A Escola António Arroio é uma instituição do ensino artístico que merece mais respeito do que a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, pois a quase totalidade dos grandes pintores, escultores e designers modernos portugueses de mérito, oriundos do centro e sul do país, passaram por aquela primeira escola.

Cavaco não só não devia ter fugido dos jovens estudantes, como deveria ter trazido chapéu, para poder desbarretar-se, antes de se atrever a entrar na escola.

Escola que chove dentro, não tem refeitório e está sujeita a obras de Santa Engrácia, que vêm já dos tempos de Sócrates e nunca mais têm fim.

Cavaco já tinha sido, muito justamente, vaiado, apupado e quiçá insultado em Guimarães, quando aí foi, com incrível desfaçatez, depois de se queixar da exiguidade das suas reformas e pensões pessoais, presidir à abertura solene do evento da cidade-berço como capital europeia da cultura.

Cavaco agora não sai de casa!...

 
Mas Passos Coelho ainda sai, porém por pouco tempo, como é evidente.

Coelho já tinha sido vaiado em Matosinhos, no último mês do ano passado. E ontem foi apupado e vilipendiado pelo povo de Gouveia, município PSD, quando se permitiu por lá passar, para visitar a Feira do Queijo.

Quem não come queijo, e por isso não se esquece da política de traição nacional devida a Passos Coelho, são os trabalhadores da Peugeot/Citroën da fábrica de Mangualde, cujo terceiro turno de operários, sexta-feira passada despedido, se deslocou a Gouveia, não muito longe de Mangualde, para protestar contra a tragédia dos despedimentos, consequentes da política da Tróica e do governo.

Um dos cartazes dos operários de Mangualde ostentava a seguinte frechada: “Ladrão, emigra tu, piegas e pelintra!”

Nada mais justo, como se vê!

Política popular justíssima é precisamente esta: sempre que o presidente da República ou qualquer membro do governo passe perto do povo, o povo, obviamente, deve vaiá-lo.

Enquanto não cumpre a missão, mais importante, é obviamente, demiti-los!


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