Há mais de um ano publicamos este texto onde referimos à evolução mitigada nos transportes de Lisboa, desde dos anos 80 do século passado até aos nossos dias, que por “um lado existiu uma melhoria significativa, no geral, em autocarros mais cómodos e mais seguros, e eléctricos mais rápidos. Mas ao mesmo tempo houve uma diminuição de oferta, que consistiu em encurtamentos de carreiras, com alterações feitas sem terem em conta o cidadão utente, mas sim simplesmente um corte economicista de meios.” Paralelamente a evolução no Metro foi desconexa, com avanços e recuos, existindo ainda, em meados deste século, grandes zonas da cidade sem este transporte fundamental para uma metrópole.
As actuais medidas vieram demonstrar à saciedade como tínhamos razão, porquanto este governo veio comprovar a nossa análise, cada vez mais cortes dramáticos e terroristas na mobilidade dos utentes (ao mesmo tempo aumentava o número de passageiros!), que consistiu nos aumentos desmensurados e incessantes nas tarifas, desaparecimento de carreiras, obrigando a um verdadeiro recolher obrigatório dos utentes a viverem nas grandes urbes dormitórios à volta da capital. Esta situação faz com que estejamos quase a chegar às condições dos nossos antepassados nos anos 40 (nessa altura as linhas dos eléctricos chegava aos arrabaldes de Lisboa).



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