O que visa o governo de traição PSD/CDS com a supressão de carreiras que asseguram a travessia do rio Tejo através de duas empresas públicas: a TRANSTEJO e a SOFLUSA?
Em primeiro lugar, em nome do proclamado princípio do “emagrecimento de gorduras” ditado pela tróica germano-imperialista, ao reduzir o número de carreiras e, simultaneamente, ao encurtar os seus horários, o que este governo de traidores visa é o despedimento massivo de trabalhadores daquelas empresas, reduzindo turnos. A título de exemplo, impõe-se que aos fins-de-semana a frequência de passagem de barcos seja de 60 minutos e aos dias de semana que essa frequência seja, também, diminuída.
Em segundo lugar, ao suprimir mais de 100 carreiras (ida e volta), doze das quais na ligação entre o Montijo e o Cais do Sodré, 26 entre Cacilhas e o Cais do Sodré, 34 entre o Seixal e o Cais do Sodré (o percurso que mais cortes sofrerá) e 16 entre a Trafaria e Belém – percurso que só a luta dos trabalhadores e dos utentes impediu que fosse totalmente suprimido -, o efeito esperado pelo governo será o de um maior número de trabalhadores e utentes por cada barco, diminuindo os “custos operacionais”, numa lógica empresarial capitalista, à custa da diminuição, conforto e tempo de espera para quem se vê obrigado a utilizar aquele meio de transporte para ir e vir para o seu emprego, escola, faculdade ou para tratar de questões relativas à sua saúde e vida.
Em terceiro lugar, e talvez o mais importante deles todos, conjugado com os sucessivos aumentos dos tarifários, o que este governo serventuário do grande capital e dos interesses da tróica germano-imperialista visa com estas medidas absolutamente terroristas, é preparar a privatização, uma vez mais a preços de saldo, das duas empresas que asseguram a travessia do Tejo – TRANSTEJO e SOFLUSA -, tornando o negócio mais atractivo à custa do despedimento de trabalhadores e da depreciação do serviço público que aquelas empresas devem prestar.
Os trabalhadores de ambas as empresas, que têm demonstrado uma grande combatividade na sua luta contra o plano de transportes que este governo quer pôr em prática, já anunciaram plenários para esta 2ª feira, dia 27 de Fevereiro, com paralisação durante o período de realização dos mesmos, admitindo avançar para novas greves.
Os trabalhadores e utentes em geral que utilizam as carreiras agora afectadas por estas criminosas supressões devem unir-se à luta dos trabalhadores da TRANSTEJO e da SOFLUSA, pois a luta é comum, não só pela manutenção dos postos de trabalho e pela reposição das carreiras que agora o governo pretende suprimir, mas para assegurar a defesa de um serviço público de qualidade que sirva condigna e adequadamente aqueles que dele necessitam, a preços condicentes com os seus rendimentos já de si baixíssimos – os trabalhadores e o povo português!
Luta que deverá prosseguir, consequentemente, com a participação na GREVE GERAL NACIONAL marcada para o próximo dia 22 de Março e onde o sector dos transportes terá de ter, como de costume, uma presença combativa e total.

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