“Não haverá movimento revolucionário, sem ideologia revolucionária” - Lenine

“Sem ideologia revolucionária, não há movimento revolucionário” - Lenine

Quarta-feira, 21 de Março de 2012

Garcia Pereira Em Foco no canal ETV – 20/03/12

O camarada Garcia Pereira esteve presente no debate semanal “Em Foco”, no canal ETV onde debateu e dissertou sobre três temas principais: sobre a entrevista dada por Vítor Gaspar, o serventuário-mor, que falou sobre o plano, de traição, de ajustamento para Portugal. Garcia Pereira abordou também um tema fundamental e de grande importância, a próxima greve Geral de 22 de Março.

Destacamos aqui algumas das frases do camarada:

 “Dentro da própria tróica estoiraram as divergências quanto ao plano de resgate.”

“A tróica fugiu da conferência de imprensa conjunta.”

“A entrevista tem o objectivo de desviar as atenções da Greve Geral da próxima 5ª feira.”

“Nenhum dos objectivos previstos no memorando da tróica será cumprido.”

 “A tróica já percebeu que a dívida soberana não diminuirá, mas sim aumentará.”

“O governo está a vender o país a retalho.”

“A Greve não é apenas da CGTP.”

“A Greve deve parar o país, sendo um passo importante para derrubar o Governo.”

Vejam aqui a lista de reprodução em vídeo de partes seleccionadas:



Terça-feira, 20 de Março de 2012

OS CONTROLADORES AÉREOS


É com grande pena que vemos baldados todos os nossos esforços para persuadir os trabalhadores portugueses do controlo aéreo a aderir à greve geral nacional da próxima Quinta-feira.

Trata-se de um sector do trabalho nacional que merece todo o nosso respeito e toda a nossa solidariedade. Os trabalhadores do controlo aéreo desempenham uma actividade duríssima, e estão nesta ocasião a negociar com os aeroportos portugueses, o seu patronato, as novas cláusulas do contrato de trabalho para o sector.

Essa é uma das razões por que acham não dever entrar, nesta exacta ocasião, na greve geral agendada.

Permitimo-nos discordar deste argumento, pois a greve geral tem um carácter político e sindical muito mais vasto, e não só não prejudica as negociações sindicais em curso como contribuirá para a vitória no próprio sector.

Outro dos argumentos invocados para a não adesão à greve geral prende-se com o facto de a greve só ter sido convocada por uma das centrais sindicais, no caso a CGTP- Intersindical.

E também aqui não lhes assiste razão.

Com efeito, a greve geral nacional da próxima Quinta-feira foi convocada por todos os movimentos políticos e sindicais democráticos, e não apenas pela Intersindical.

Com excepção do Engº Proença e da direcção nacional da UGT, um número apreciável de sindicatos desta última central sindical e um grande número de trabalhadores neles filiados declararam já a sua adesão à greve, cientes de que a unidade dos trabalhadores e o seu apoio às formas de luta unitárias é a forma correcta de ultrapassar a traição do Compromisso assinado pela UGT, pelo governo e pelas entidades patronais em sede de comissão permanente de concertação social, sob a égide da Tróica.

Os trabalhadores portugueses do controlo aéreo têm sabido travar duras lutas pelos seus próprios interesses e pelos interesses de todo o movimento sindical em Portugal.

É pena, se agora ficarem de fora!


TEMPO DE ANTENA do PCTP/MRPP - Viva a Greve Geral de 22 de Março!


Não Pagamos!

Morte à política de traição nacional do governo PSD/CDS!

Morte ao governo Coelho/Portas!
Viva a Greve Geral Nacional de 22 de Março!
Viva o governo democrático patriótico!
Vivam a Classe Operária e todos os Trabalhadores!

Segunda-feira, 19 de Março de 2012

EM LISBOA, À PEDRADA...

A comissão governamental especial que tem estado a tentar liquidar as empresas públicas de transporte e o sector dos transportes públicos tem recebido dos trabalhadores do sector e dos utentes dos serviços uma resposta política à altura, designadamente com um movimento grevista que é dos mais poderosos alguma vez havidos em Portugal.

Na esteira da natureza ditatorial do governo de traição nacional Coelho/Portas, a referida comissão especial para a liquidação do sector tem também procurado impor, por decisões unilaterais e ditatoriais, aumentos escandalosos nas tarifas cobradas pelo cada vez mais deficiente, caro, incómodo e inseguro serviço de transportes públicos, e, talvez ainda pior do que isso, tem pura e simplesmente decidido eliminar carreiras cruciais para as necessidades da população trabalhadora da cidade de Lisboa, sem consultar nem respeitar a opinião e os interesses de ninguém, a não ser a opinião do governo e os interesses do capital.

Seriamente prejudicado com a redução, alteração e eliminação forçadas de algumas carreiras de autocarros da Carris, o povo do Lumiar, na cidade de Lisboa, pôs em prática uma justa, imaginativa e muito legitima forma de luta: decidiu atacar à pedrada os autocarros da Carris que ainda circulam na sua zona.

Remédio santo!...

Ao fim do oitavo apedrejamento dos seus autocarros, a Carris veio propor, por meio de comunicados afixados nas paragens, uma trégua no apedrejamento, expressando, em contrapartida, a sua disponibilidade para discutir o novo plano de carreiras com os utentes, ou seja, com aquelas pessoas a quem a Carris, o governo e a comissão especial deveriam servir e não oprimir e roubar.

 
Das conversações não surgiu ainda, quanto se saiba, nenhum acordo, mas, do exemplo da luta do povo trabalhador do Lumiar contra a Carris, o governo e a comissão especial para a reestruturação do sector público dos transportes podem, desde já, extrair-se algumas conclusões da máxima importância.

E a primeira conclusão é esta: unido e firme na sua luta, recorrendo sempre que possível à força organizada, nem que seja à pedrada, os trabalhadores vencerão e acabarão por impor o respeito devido aos seus interesses.

A segunda conclusão é que a luta do povo trabalhador do Lumiar é uma luta justa e legítima, que deve ser seguida em todas as zonas da cidade onde a Carris, o governo e a comissão especial do sector impuserem ditatorialmente, sem consulta prévia e sem a concordância dos passageiros interessados, tarifas exorbitantes, nalguns casos com aumentos superiores a 50% dos preços anteriormente praticados, e eliminação de carreiras de autocarros que, em boa verdade, significa o estabelecimento do recolher obrigatório em toda a cidade de Lisboa.

A terceira conclusão é estoutra: no sector dos transportes públicos, a luta por um serviço eficiente, cómodo, barato e seguro não é uma tarefa exclusiva dos operários e trabalhadores do sector; é também uma luta dos utentes, da população trabalhadora da cidade, que deve organizar-se por zona e por freguesia em comissão de utentes ou de passageiros para, mediante todos os meios e formas de luta adequados, impor às empresas de transportes públicos, à comissão especial para a chamada reestruturação do sector e ao governo o respeito pelos interesses das populações.

Ora, em Lisboa, no Lumiar, lutas novas estão a nascer!

Fome, Miséria e Desemprego crescem na exacta medida do aumento do número de milionários!

Para quem ainda tinha dúvidas ou, não as tendo, tentava lançar a dúvida sobre o facto de as chamadas crises das dívidas soberanas serem um artifício do grande capital para, forçando e justificando o roubo dos salários e do trabalho, facilitar e acelerar o processo de acumulação capitalista da riqueza, aí estão as conclusões a que duas das maiores empresas internacionais de consultadoria – a Cap Gemini e a Merrill Lynch – chegaram sobre a tendência que se regista, a nível mundial, no aumento do número de milionários.

Incidindo sobre o período em que mais se fez sentir a presente crise do sistema capitalista, 2008 e 2009, comparativamente com 2010, o estudo em causa conclui que, apesar da crise e da recessão, mais pronunciadas nos EUA e na Europa, o número de milionários a nível mundial cresceu cerca de 5,5% sendo que, quer a Cap Gemini, quer a Merrill Lynch, consideram milionário todo aquele que possua uma fortuna líquida acima de 1 milhão de dólares (cerca de 800 mil euros), isto é, não incluindo o valor da residência principal nem os bens consumíveis.

Seguindo a tendência mundial, também em Portugal se registou um crescimento idêntico do número de milionários, aumento que aquelas duas agências atribuem à subida da Bolsa de Lisboa – que num ano ganhou 33,5% -, ao aumento dos preços do imobiliário e à forte descida das taxas de juro, mas às quais nós acrescentaríamos os acordos resultantes das PPP’s (Parcerias Público Privadas) e a legislação permissiva da fuga de capitais e do fisco e, mais recentemente, à legislação facilitadora e embaratecedora dos despedimentos.

A única forma de inverter uma situação em que o número de milionários cresce na exacta proporção do crescimento da fome, da miséria, do desemprego e da precariedade para o povo e para quem apenas possui a sua força de trabalho para vender, é unir todas as camadas populares e demonstrar, já no próximo dia 22 de Março, durante a Greve Geral Nacional, que os trabalhadores e o povo têm consciência de que este governo de traição PSD/CDS tem de ser derrubado, que a tróica germano-imperialista que ele serve tem de ser expulsa do nosso país, e um Governo Democrático Patriótico tem de ser constituído, um governo cuja primeiríssima medida seria a de recusar o pagamento de uma dívida que não foi contraída pelo povo, nem foi contraída para seu benefício, mas de que alguns, poucos, se têm servido para acumular riqueza e fortuna pessoal.

AOS MAQUINISTAS DOS CAMINHOS-DE-FERRO - VIVA A GREVE GERAL NACIONAL!

A linha sindical Luta-Unidade-Vitória, no Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses, conclama todos os maquinistas a exigir à direcção do Sindicato a adesão à Greve Geral Nacional do próximo dia 22 de Março e que essa adesão seja divulgada o mais amplamente possível, não só junto dos associados como de todos os outros ferroviários, trabalhadores do sector dos transportes e trabalhadores em geral.

O combate que os maquinistas têm vindo a travar, desde 23 de Dezembro, obriga o Sindicato a estar nesta jornada de luta, como uma componente imprescindível da torrente de revolta contra as medidas fascistas, aplicadas pelo Governo PSD/CDS, a mando da Troica imperialista.

A luta contra as prepotências disciplinares da empresa e o desmantelamento da linha ferroviária nacional, deve ser levada mais além e integrar-se na exigência da demissão deste governo e a instauração de um governo que adopte medidas de incremento da economia, do emprego, do trabalho, da saúde, do ensino, dos transportes e de todos os outros sectores necessários a que se tenha uma vida condigna.

A linha sindical Luta-Unidade-Vitória apela a todos os maquinistas, independentemente da sua filiação sindical, a participarem na Greve Geral Nacional com objectivos precisos e que devem ser a demissão do governo Passos/Portas e a formação daquele governo que deve ser de Esquerda e Democrático Patriótico.

VIVA A JUSTA LUTA DOS MAQUINISTAS!
VIVA A GREVE GERAL NACIONAL!
MORTE À TROICA!
MORTE AO GOVERNO DE TRAIÇÃO NACIONAL PSD/CDS!
POR UM GOVERNO DEMOCRÁTICO PATRIÓTICO!

                                  A linha sindical Luta-Unidade-Vitória no SMAQ

Domingo, 18 de Março de 2012

TEMPO DE ANTENA do PCTP/MRPP na RTP 1 e Antena 1

Amanhã, segunda-feira, dia 19/03, antes mesmo do telejornal das 20 horas, na RTP1, o nosso partido apresentará mais um importante tempo de antena.

Na terça-feira, dia 20/03, na Antena 1, o partido estará presente num tempo de antena, às 13h52.

O tema será sobre a Greve Geral Nacional a realizar no próximo dia 22 deste mês.

Divulguem, vejam e comentem.

Não Pagamos!

Morte à política de traição nacional do governo PSD/CDS!

Morte ao governo Coelho/Portas!
Viva a Greve Geral Nacional de 22 de Março!
Viva o governo democrático patriótico!
Vivam a Classe Operária e todos os Trabalhadores!

Sábado, 17 de Março de 2012

Achtung Merkel!


Confiante de que a sua estratégia de dominação, ocupação e pilhagem dos países europeus não conta já com qualquer oposição, antes pelo contrário, merece o aplauso por parte das camarilhas e dos governos serventuários dos seus interesses que na cadeira do poder foi colocando, a chefe do IV Reich ensaia agora um novo passo no processo de germanização do continente, propondo o nome do seu actual ministro das finanças – Wolfgang Schauble – para futuro chefe do Eurogrupo, em substituição do há muito apagado Jean-Claude Juncker, de origem luxemburguesa.

Para aqueles democratas e patriotas de pacotilha que andem distraídos, o Eurogrupo é uma espécie de cúpula dos ministros das finanças da zona euro. É uma das superestruturas que o imperialismo germânico desenhou para assegurar que os países que façam parte dessa comunidade de 17 países que adoptaram a mesma moeda – o euro -, cumpram os limites da dívida externa que a dupla Merkel/Sarkozy impôs que integrassem nas suas constituições ou fizessem aprovar, pura e simplesmente, como lei ordinária nos parlamentos dos respectivos países.

A teia começa, pois, a apertar-se. Já não satisfeita em depor chefes de governo eleitos, nem que formalmente, de forma democrática, substituindo-os por homens de mão da sua confiança e dos mercados, como foram os casos de Papademos na Grécia e de Mario Monti em Itália, já não satisfeita em possuir uma corte de serventuários como são Passos Coelho em Portugal e Mariano Rajoy em Espanha, a chancelerina Merkel quer agora assegurar que a sinistra figura do seu ministro das finanças, mentor do MEE (Mecanismo Europeu de Estabilidade) e primeiro subscritor do projecto de um Governo Económico Europeu, domine o aparelho que assegurará à Alemanha o total controlo sobre as economias dos restantes países europeus.

Achtung Merkel! Ou, numa muito popular e portuguesíssima expressão, põe-te a pau chancelerina! É que, nem o facto de a Alemanha ser um país com nota triplo A a salvará da justa oposição e luta dos povos e nações da Europa que, uma vez mais, e tal como o fizeram no passado, derrotarão os seus intentos de subjugar a Europa aos seus interesses imperiais.

Contra o roubo nos Salários


Segundo dados divulgados pelo Eurostat, os salários em Portugal sofreram uma descida acentuada na recta final de 2011, ao recuarem 1,7 por cento face ao que era pago, por hora, um ano antes.

Ao longo do último ano, só no segundo trimestre se havia registado uma descida dos salários, de 0,9 por cento, que se seguiu a um aumento de 0,3 por cento no primeiro trimestre de 2011 e de 4,1 por cento no último trimestre de 2010. No terceiro trimestre do ano passado, os salários ainda subiram 0,6%.

Esta queda dos salários, combinada com a aceleração da inflação e do aumento de impostos, provoca uma drástica redução do poder de compra dos trabalhadores portugueses.

A tróica, o governo de traição nacional Coelho/Portas e os capitalistas em geral estão, por certo, satisfeitos com este facto: para esta gentalha, vem aí uma renovada "competitividade" da economia portuguesa...

Pelo contrário, os operários e os trabalhadores em geral, vítimas deste autêntico roubo dos seus já de si parcos salários, terão de responder ofensivamente contra esta política de brutal aumento da exploração, combatendo as medidas terroristas deste governo de traidores ao serviço do imperialismo germânico.

A próxima Greve Geral Nacional de 22 de Março deve e tem de dar um salto qualitativo no desenvolvimento da luta do movimento operário pelos seus objectivos políticos de derrubamento do governo de serventuários Coelho/Portas e imposição de um governo democrático patriótico.

Sexta-feira, 16 de Março de 2012

A ilusão do “subsídio de desemprego” para trabalhadores a recibos verdes

No seu afã de acumular riqueza à custa da exploração a que sujeita quem trabalha, a burguesia e o seu sistema capitalista promovem todos os mecanismos que levem a que aquilo a que, pomposamente, designam por “custos de contexto”, entre eles os salários dos trabalhadores, sejam o mais possível reduzidos e roubados.

No contexto da legislação de trabalho existente no nosso país, apesar de ter sofrido um torpe e traiçoeiro ataque na última sessão da “concertação social”, em que o Eng.º João Proença, traindo os interesses dos trabalhadores que se arroga defender, se mancomunou com o governo de traição PSD/CDS, com a tróica germano-imperialista que este representa e com o patronato, ainda persistem alguns articulados que, fruto de luta de décadas de operários e trabalhadores, a burguesia considera ainda assim constituírem um travão para alcançar as “reformas estruturais” que a levem a alcançar aquele objectivo.

E, com a cumplicidade de sucessivos governos, do PS ao PSD, acolitados pelo CDS, foram-se valendo – e o próprio Estado deu o exemplo – do trabalho precário, sem quaisquer direitos, mormente no que concerne a segurança social, com base em verdadeiros ou falsos recibos verdes.

Porque os trabalhadores nestas condições, vulgarmente designados por precários, se tornaram mais INFLEXÍVEIS nas suas denúncias e na sua luta contra uma prática que visa fazer deles uma arma de arremesso e chantagem sobre os trabalhadores com contrato fixo, ao mesmo tempo que impõe uma redução dramática dos salários, o governo, pensando que com esse “bodo” anestesiava a sua combatividade, anunciou que estes passariam a “usufruir” do direito ao subsídio de desemprego.

Mas, prova evidente da sua má fé, o governo que começou por assegurar que esse “direito” seria prestado a quem tivesse feito descontos de forma ininterrupta durante um ano, nos últimos dois anos, aumentou esse prazo para, respectivamente, 2 e 4 anos, ou seja, o dobro.

A armadilha que montou para tornar impraticável e restrito o acesso a este subsídio, no entanto, não se fica por aqui. Também as empresas para as quais estes trabalhadores prestem os seus serviços ou vendam a sua força de trabalho, têm de ser “impolutas” e não ter no seu cadastro fiscal qualquer incidente, quer com as Finanças, quer com a Segurança Social.

No limite, se um trabalhador independente estiver a trabalhar para quatro empresas diferentes e uma delas tiver uma dívida, por mínima que seja, ou ao fisco, ou à segurança social, perde o “direito” ao subsídio de desemprego.

Para além de não resolver a questão de fundo, isto é, impedir o recurso por parte das empresas e do estado capitalistas ao estratagema dos verdadeiros ou falsos recibos verdes, esta medida visa desmobilizar a luta dos trabalhadores obrigados a vender a sua força de trabalho em condições precárias contra as medidas terroristas e fascistas que o governo PSD/CDS, a mando da tróica germano-imperialista, tem imposto ao nosso povo e levado a uma taxa de desemprego nunca antes registada.

Trabalhadores precários ou não, desempregados, reformados, o povo em geral, devem, pois, fazer da Greve Geral Nacional do próximo dia 22 de Março, uma jornada de luta pelo derrube deste governo e pela constituição de um governo de unidade de todas as camadas populares, de esquerda, que aplique um programa democrático patriótico, de recusa do pagamento de uma dívida que não foi contraída pelo povo e promotor de emprego e desenvolvimento ao serviço de quem trabalha.

Quinta-feira, 15 de Março de 2012

Editorial - TODOS COM A GREVE GERAL!


Estamos apenas a uma semana da grande greve geral nacional, marcada para o próximo dia 22 de Março.

Convocada ou apoiada por todas as forças políticas e sindicais democráticas, a próxima greve geral tem por objectivo estratégico o derrubamento do governo de traição nacional Coelho/Portas e o reforço da luta política para a formação de um governo democrático patriótico, capaz de subtrair o nosso povo e o nosso país à política terrorista de exploração e opressão imposta pelo imperialismo alemão e pelas estruturas que materializam o seu domínio: a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional, tudo incluído na designação da Tróica.

Tem também a greve geral nacional da próxima quinta-feira objectivos imediatos: derrotar as medidas legislativas de austeridade e pobreza consistentes no aumento do desemprego e no roubo de salários e de trabalho, tudo resultante do projecto de alteração do Código de Trabalho, em discussão na assembleia da República, e das medidas de liquidação do Serviço Nacional de Saúde, da Segurança Social, do Ensino e da Escola Públicas.

Todas as medidas de austeridade e recessão acima sumariamente enumeradas têm em vista pagar aos bancos da zona Euro, com a banca germânica à frente, uma colossal dívida pública que o povo nunca contraiu e que não vai pagar.

A greve geral nacional da próxima semana deve constituir e representar a força do movimento popular português contra o pagamento da dívida: Não Pagamos!

Conclamamos todos os nossos leitores e todas as nossas leitoras a multiplicarem os seus esforços, para que nem um só trabalhador deixe de participar activamente na grande greve geral nacional de 22 de Março.

Apesar da traição do Engº João Proença e da direcção nacional da UGT, sabemos que muitos sindicatos daquela Central e centenas de trabalhadores nela filiados aderiram já à greve e vão lutar sem tréguas pela sua vitória e pela derrota do oportunismo no movimento sindical português.

Trabalhadores e Trabalhadoras: cada um de nós deve comportar-se, nestes dias que ainda faltam para o começo da greve geral nacional, como um agitador, um propagandista e um organizador indomável no reforço da preparação da greve.

É necessário organizar com alguma antecedência os piquetes de greve nas fábricas, nas empresas e nos serviços, participando activamente nessas estruturas de luta, sempre com um nível político elevado e decidido.

O movimento sindical, o movimento operário e o movimento revolucionário devem sair reforçados desta grande luta e irão alcançar com certeza uma grande vitória contra a exploração e a opressão.

Não Pagamos!

Morte à política de traição nacional do governo PSD/CDS!
Morte ao governo Coelho/Portas!
Viva a Greve Geral Nacional de 22 de Março!
Viva o governo democrático patriótico!
Vivam a Classe Operária e todos os Trabalhadores!

A Direcção






E AGORA, JOSÉ?!


O secretário-geral do partido socialista anda continuamente metido em sarilhos, de tal monta que, se não fora o caso de tratar-se de um político incorrigivelmente oportunista, chegaríamos sinceramente a ter pena dele...

Vejam só mais esta:

Os serviços de propaganda do PS andam a gastar milhões de euros, que ainda não se sabe de onde provêm, para vender uma nova imagem do seu secretário-geral, António José Seguro.

O homem aparecia demasiado colado à política passada de Sócrates e à política presente de Passos Coelho, o que tinha consequências catastróficas em matéria de sondagens.

Para obviar ao caso, o departamento de propaganda e Seguro encetaram, após a chegada da terceira inspecção da Tróica, um novo discurso, com maior autonomia: Seguro passou a criticar levemente a política de austeridade e a exigir suavemente uma política de emprego e desenvolvimento económico.

Dentro dessa nova estratégia propagandística para a obtenção de uma nova imagem, Seguro viu-se obrigado a assinar a declaração dos secretários-gerais dos partidos socialistas europeus, todos corridos do poder nos seus países com a ofensiva desencadeada pela chancelerina Merkel e pelo imperialismo germânico.

Nessa declaração, destinada a ser remetida aos chefes de estado e de governo europeus reunidos na Cimeira de Bruxelas no passado dia 2 de Março, os secretários-gerais dos partidos socialistas exprimiram o seu desacordo com a política de austeridade, recessão e policiamento orçamental que iria ser aprovada na Cimeira e, em contrapartida, propuseram uma política de crescimento, desenvolvimento económico e emprego, todavia sem qualquer definição concreta.

Como é evidente e seria previsível, o Conselho Europeu de Bruxelas enviou às malvas a declaração dos secretários-gerais dos partidos socialistas europeus, assim como já tinha mandado às urtigas o Memorando de David Cameron, primeiro ministro do Reino Unido, mesmo quando sabia que o memorando britânico tinha sido assinado por doze dirigentes europeus, actualmente no poder.

A verdade é que o pacto assinado em Bruxelas instituiu o novo Tratado Orçamental da União Europeia, o tal tratado que, por exigências do imperialismo alemão, introduziu a tal regra de ouro orçamental, que obriga cada país subscritor a não ultrapassar um défice estrutural de 0,5% e a ter uma dívida pública sempre abaixo dos 60% do produto interno bruto.

Resumindo tudo o que se disse até aqui e para não esquecer: Seguro, tanto pelo que proferiu de viva voz como pela declaração partidária europeia que subscreveu, está contra e é contra o Tratado Orçamental da União Europeia, aprovado em Bruxelas na cimeira do passado dia 2 de Março.

Acontece que esse novo Tratado vai à discussão e a votos no próximo dia 12 de Abril, na Assembleia da República, em Portugal, onde o governo de traição nacional Coelho/Portas, que assinou o tratado em Bruxelas, apresentará, para os devidos efeitos, uma resolução aos deputados.

A questão é esta: como vão votar Seguro e os deputados do PS, eles que já se manifestaram contra o novo Tratado, por este ser contra o crescimento e o emprego e por ter unicamente uma lógica de contenção orçamental?!

Assistiremos mais uma vez àquela ginástica com que Seguro pensa passar à história: sentar-se em duas cadeiras ou tentar saltar por cima da própria cabeça!

E agora, José?! Vais ficar mais uma vez desmascarado, que chatice, hem!...O oportunismo não compensa, homem!...